sábado, 22 de junho de 2013

Reportagem relâmpago

Hoje a resenha não se reporta a uma prova realizada, mas a uma ocorrência de relevo para o nosso grupo de atletismo bem como para a nossa Associação Desportiva de Amarante.
Excelente combinação: A.D.A /atletismo/ RTP
Esmiuçando: Hélder Ferreira chegou ao treino, no dia 18, e informou-nos de um desafio: a equipa da RTP estaria em Amarante, durante o dia 20 de junho, para fazer uma reportagem ao evento "2ª  Feira à Moda Antiga". Como pretendiam enriquecer e estadia na cidade, propuseram fazer mais duas reportagens sobre o empreendedorismo (Quinta da Pousadela, em Ôlo) e o associativismo ( o Hélder sugeriu, e muito bem,  a Associação Desportiva de Amarante/ atletismo).
António Mendes, António Pinto e
Paulo Vasconcelos
Atletas representantes de outras
 modalidades da A.D.A.
O grupo ficou entusiasmado e alinhou no desafio, achando pertinente virem todos equipados a rigor. Confesso que fiquei eufórica. Seria uma ótima oportunidade para divulgar o nosso grupo e a nossa associação. 
O Hélder informou-me que um representante da RTP iria entrar em contacto comigo para comunicar o que era realmente pretendido para o tempo que teríamos de antena. 
Não larguei o telemóvel, mesmo estando em reunião. Só me contactaram ao final da tarde. Além dos atletas do atletismo pretendiam que estivesse, pelo menos, um representante das modalidades realizadas na Associação e, obviamente, o nosso presidente. Dadas as diretrizes, tentei imediatamente falar com o presidente da A.D.A., António Daniel Mendes. Feito o contacto informei-o da situação e, apesar da corrida contra o tempo, foi conseguido agregar alguns atletas.
Com Jaime Pereira, à espera da equipa!
Descontração na espera!
A reportagem estava agendada para as 17h do dia 20, no Complexo Desportivo da Costa Grande, e consistia num falso direto de apenas 5 minutos. 
Com um atraso significativo devido a alguns contratempos, a equipa chegou. Dirigi-me ao apresentador de serviço, Hélder Reis. Apesar de contrafeito pelo atraso, a simpatia e a simplicidade estiveram sempre presentes. 
 Após um curto diálogo sobre a temática, as pessoas a intervir, a organização do grupo e a sequencialização das ações, demos ínicio às gravações.
Não as irei descrever. Dia 27 de junho passarão no programa da manhã "Praça da Alegria", na RTP, para quem puder assistir.
O que posso dizer é que falar com uma câmara de filmar apontada para nós é, em simultâneo, um desafio e nervosismo de primeira ordem. O primeiro instante é nervosismo... as palavras atropelam-se na mente e nem sempre saem as desejadas. Depois é desafio!
Foram 5 minutos a nós destinados. Pouco tempo para muito que havia a dizer, mas um tempo de ouro para o grupo, para a A.D. Amarante e para a cidade.


  • Quero agradecer, em nome do grupo e em nome da Associação, ao Hélder Ferreira por nos indicar como tema de desenvolvimento à reportagem pretendida.
  • Obrigada a todos os elementos do grupo por me confiar esta responsabilidade.
  • Aproveito também para me desculpar na eventualidade de ter falhado em algo. 




domingo, 16 de junho de 2013

Corrida de S. João 2013




A emblemática Corrida de S. João, na cidade do Porto, realizou-se hoje, 16 de junho.
O dia apresentou-se excelente para correr. Temperatura amena, céu com alguns nuvens, e uma brisa suave vinda do mar compôs o quadro para mais uma manhã desportiva.
Desta vez o grupo foi mais numeroso. Quase todos os elementos estiveram presentes:
(Esq. para a dta) Osvaldo, Veríssimo, Álvaro, os dois irmãos Cardoso, eu, Fernando, Macedo, Jorge, Davide, Jorge Oliveira e, por fim, o padrinho deste blog, Jaime.

Como chegámos cedo à invicta, uma vez que não tivemos de levantar dorsais, pois o Davide fez o favor de o ter feito na sexta feira anterior, decidimos dar um passeio pela Av. Brasil, onde iria decorrer a prova. A organização ainda ultimava alguns pormenores. Aos poucos, os passeios e a zona pedonal daquela Avenida, avolumava-se de atletas. Encontrámos alguns amarantinos que também participariam na prova ( Tiago Lopes, Manuel Pinheiro, Filipe Coutinho, Flávio Nunes, Ismael Queirós)
Após um café para descontrair, seguimos até ao local da carrinha para nos equiparmos e à foto da praxe. 
A organização decidiu elaborar grupos de partida. Os atletas escolhiam o seu grupo mediante o tempo previsível para realizar a prova:
Grupo A - Menos de 1h00m
Grupo B - Entre 1h00m e 1h15m
Grupo C - Mais de 1h15m

Feito o devido controlo, posicionamo-nos nos devidos espaços até ao momento da partida.  Esta deu-se na Praceta do Molhe, pelas 10h da manhã.  Como eu, o Davide e o Renato estávamos no grupo C, seguimos juntos o 1º km. O Renato avançou e nós seguimos a um ritmo agradável.  Sentia-me bem, controlando-me para não entrar em euforias. Ao 7º km começo a sentir vontade em avançar mais um pouco. Assim o fiz. Aumentei ligeiramente o passo quando a maioria estava a abrandar. Este pormenor deu-me incentivou-me. A um quilómetro da meta, dois atletas juntaram-se a mim e fizeram com que eu  aumentasse mais o ritmo, fazendo uso das energias que tinha reservadas para esta fase. Terminei em força e em boa companhia... para não fugir à regra! :)
Finalizada a prova, foi tempo de recuperar e receber a minha recompensa. 
A recompensa merecida!
Encaminhei-me para junto dos meus colegas. Questionei-os sobre o desempenho de cada um na prova e todos eles terminaram nos tempos que tinham previsto. Assim, o Jorge Oliveira e o Manuela Cardoso (Grupo A) terminaram abaixo da 1h. O Osvaldo, o Macedo, o Veríssimo, o Jaime e o Fernando (Grupo B) terminaram abaixo da 1h 15m. Elisabete Ribeiro :), Davide Pinheiro, Álvaro Cerqueira e Jorge Cerqueira (Grupo C) cumprimos, na perfeição, a incumbência de terminar a prova acima da 1h15m.

  • Parabéns, rapazes deste grupo, pela vossa excelente prestação. 
  • Parabéns a mim!
  • Um enorme beijo ao Francisco, que mais uma vez, se cruzou connosco e fez uma prova excelente!
  • Faço uma ressalva ao colega/amigo do Davide, o Renato, por ter melhorado o seu tempo em... 15 minutos, em relação ao ano passado, na mesma prova! Muitos parabéns!
  • Mais uma vez, felicito o Davide por ter conseguido atingir mais um objetivo!
  • Seguem os merecidos parabéns a TODOS os amarantinos que participaram nesta corrida com  magníficos resultados.
Se tudo correr como previsto, a próxima é já dia 22 de junho, em Ílhavo, 2ª Corrida da Bosch!
Até à próxima corrida!



Classificações

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Corrida da primavera em Esposende

Domingo, 9 de junho, dia de prova. Desta vez em Esposende. A corrida da primavera esperava por nós. Quando falo em nós refiro-me a apenas três elementos: eu, Davide Pinheiro e Miguel Queirós. 
Quando nos reunimos verificámos que o tempo iria estar ótimo para correr: fresco e sem sol. 
Após uma viagem divertida, chegámos a Esposende bastante cedo (9h). Fomos levantar os dorsais e fiquei admiradíssima por não existirem filas nem demoras. 
Os três magníficos
O Francisco também presente
O grupo duplicou :)
Demos um breve passeio pelo local da partida e chegada da prova, tomamos um café para despertar e, em seguida, fomos ao equipamento. Verificámos que, no mesmo estacionamento, estavam 2 colegas do meu grupo e mais alguns amarantinos. Coincidentemente, o meu amigo Francisco encontrou-nos e juntou-se aos bons. 
Feita a sessão fotográfica da praxe, seguimos para o aquecimento oficial, perto da partida.
Estamos a chegar a esse local, encontro a minha, até então, amiga virtual, Luísa Beleza. Sendo ela de Esposende seria imperdoável não a encontrar. Tal como esperava, é uma miúda alegre, bem-disposta, sempre sorridente e simpátiquíssima. 
Perto das 10h 25m dirigimo-nos para a partida. Olhei à volta, mas a moldura humana não se podia comparar com outras corridas organizadas pela Run Porto. Bem menos de 1000 os participantes na corrida. Na caminhada eram alguns, mas o tempo cinzento condenou a presença de mais aderentes.
Tal como combinado, o trio (Elisabete, Davide e Miguel) seguiu junto os primeiros quilómetros, após o tiro da partida. A temperatura tinha aumentado e a chuva cessado. O vento batia pelas costas, o ar estava pesado e o calor a aumentar. No retorno do 2º quilometro já se sentia o vento e o ritmo era mais agradável. O Miguel avançou e eu e o Davide mantive-mo-nos sempre juntos. O percurso era praticamente plano e bastante acessível. 
Ao 5º quilómetro comecei a sentir uma dor incómoda na zona abdominal, que me obrigou a abrandar o ritmo. A motivação caiu a pique. Senti as forças a abandonarem-me. O passo era mais lento e mais pesado. Estava com alguma dificuldade em recuperar. No 6º quilómetro estava a organização da prova a dar motivação e incentivo a todos os participantes. De repente, vejo o Francisco a correr para o micro (no sentido contrário ao meu) e a dizer "Força Elisabete"! Bem... aquele bonito gesto iluminou a minha alma! Senti-me a despertar e a tomar noção que sou mais forte que uma dor.  Senti as forças voltarem, concentrei-me e recuperei o ritmo. Reparei que tinha avançado alguns metros à frente do Davide, mas se abrandasse, naquele momento, perderia a concentração. A um quilómetro da meta ele colocou-se mesmo a meu lado. Senti-me aliviada por ele ter recuperado aqueles metros. Seguimos juntos e cortamos a meta, não no tempo que gostaríamos, mas num tempo denotador de progresso e esforço. 
Os medalhados... suados! :)
O Miguel acabou com um excelente tempo para quem fez uma prova de 10 km pela primeira vez e sem treinos (50 m). A partir do 5º quilómetro começou a sentir dores num joelho, obrigando-o a abrandar. Perante as circunstâncias, aguentou-se bem até à meta.
Foi uma prova muito simpática, muito bem organizada e com um cenário magnífico.
Mais uma manhã muito bem aproveitada, na companhia de amigos, nos encontros e reencontros de conhecidos deste agradável mundo das corridas.
  • Para ti, Luísa Beleza, um enorme beijo e obrigada pela força que me deste sempre que cruzaste comigo. Foi um prazer conhecer-te pessoalmente.
  • Miguel, seguem felicitações especiais pela excelente prova que realizaste e, apesar da dor sentida, acabaste e não desististe! Muitos Parabéns! Venha a próxima!
  • Mais uma vez, obrigada Davide, pela tua companhia e parabéns pela tua magnífica recuperação na parte final!
  • Um agradecimento muito especial para o Francisco, pelo simples gesto que me dedicou e que me ajudou imenso! 
  • Parabéns a todos os amarantinos que também participaram nesta prova, aos que estiveram a assistir (Eugénia Teixeira recupera rápido!) e ao Nuno Costa que ganhou o 3º lugar no pódio.
  • Quero também ressalvar o meu 4º lugar no meu escalão. ;)
Corrida feita, suadela sentida e medalha ao peito!
Após mais uma magnífica corrida e uma suadela, a próxima é no S. João, dia 16!



segunda-feira, 20 de maio de 2013

8ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro

A.D. AMARANTE na Meia Maratona do Douro

Realizou-se ontem, 19 de maio, a 8ª Meia Maratona Douro Vinhateiro. Uma prova bastante atrativa, não fosse esta a Região Demarcada do Alto Douro Vinhateiro - Património Mundial da Humanidade. 
A cidade do Peso da Régua encheu-se de atletas vindos de todos os cantos do país e de outros países. O ambiente era fantástico. As cores dos equipamentos coloriram as ruas e avenidas da cidade. Respirava-se ar desportivo. Muita descontração e entusiasmo eram visíveis nos rostos de todos os participantes.

Primeiro registo do grupo 
Nós, atletas da A.D. Amarante (Davide, Fernando, Jorge, Jaime, Nelinho, Hélder, Veríssimo, Cândido e eu) não quisemos faltar a esta corrida, considerada a mais bela do Mundo. Entusiasmados, chegámos à cidade da Régua para mais uns quilómetros e mais umas "suadelas".
Ambiente colorido!
Como não houve a preocupação de levantar os dorsais (foram levantados na ante-véspera pelo Davide), seguimos para o local de embarque onde aguardamos pelos autocarros, que nos levariam ao ponto de partida (barragem do Bagaúste). Pessoalmente, não achei a melhor opção deslocar milhares de atletas de autocarro, por uma estrada com fracas condições para estes circularem, quando existe a linha do comboio. É certo que teriam de adaptar um apeadeiro ou uma plataforma para a saída das pessoas, mas seria mais prático e menos moroso.
Na barragem de Bagaúste, aproveitamos a presença de todos os elementos para a foto do grupo. Juntou-se a nós um amigo do Davide, Paulo Gomes, com quem já tive a oportunidade de correr numa prova (Family Race). Curiosamente, esta foi a sua 1ª meia maratona na região de onde é natural. 
Após o aquecimento seguimos para o local de partida. Apesar do inicio da prova estar previsto para as 11h, o tiro de partida soou já perto das 11.30h.
Eu e o Davide tínhamos decidido fazer esta prova juntos. A companhia, num ritmo idêntico, ajuda a que os quilómetros não sejam extenuantes e sofríveis. Assim, seguimos num percurso praticamente plano, tendo como companhia o rio Douro e uma paisagem que prima pela diversidade e que não nos deixa indiferentes à sua intensidade e beleza. 
segundo registo com um novo elemento!
A temperatura estava agradável mas o céu apresentava-se com algumas nuvens. Os 12 primeiros quilómetros foram feitos, por ambos, num ritmo confortável  e similar. A chuva aos 8 kms veio refrescar um pouco a temperatura do corpo. A partir dos 13 kms o calcanhar do Davide começou a reclamar. Abrandou o ritmo. Eu continuei. Sentia-me bem e sem qualquer tipo de cansaço ou dores. Pensei "espero por ele mais adiante". Na ponte pedonal, ao km 18, esperei que ele me alcançasse para seguirmos juntos os últimos 3 kms. Apesar de algum esforço adicional, conseguimos cortar a meta abaixo das 2h. Um objetivo que tínhamos em mente e que foi alcançado.

Aspetos negativos:
Uma prova desta envergadura, com elevada exigência logística, numa região privilegiada, nas expectativas criadas pela sua colossal divulgação, considerada ou assim denominada como sendo a "corrida mais bela do Mundo", não pode ter falhas tão básicas e medíocres como as que foram sentidas.  Além da situação dos transportes já aqui referenciada, Como é possível estar mais de 40 minutos, após terminar a prova, à espera para receber uma tshirt para dormir, em vez de uma técnica, uma maçã e uma garrafa de vinho? Vinho do Porto nem vê-lo! Os tão divulgados isótonicos e vinho do porto pelo caminho, não apareceram. Esta situação é inadmissível numa organização que realiza este evento há 8 anos. Os atletas, no final de 21 kms, querem receber os prémios o mais célere possível para  tomar um banho e não apanhar uma seca monumental ao frio e à chuva que se fizeram sentir nessa altura. A inconformidade desta situação foi bem manifestada por todos os atletas através de assobios. Julgo ser premente a organização repensar o método de entrega dos prémios em próximos eventos.

Quanto à vertente desportiva, foi sem dúvida, uma magnifica manhã de prazer de correr, com o deslumbrante Douro a alentar o nosso esforço. 
Saliento também a presença de, cada vez mais amarantinos, nestes eventos. Só nesta corrida estivemos perto de 20. Mas, a nossa maior felicitação foi a vitória do, também amarantino, Nuno Costa, nesta edição da Meia Maratona do Douro. Amarante a correr e a vencer!
Para finalizar, aos meus colegas e amigos do grupo, muitos parabéns pelo empenho e pelo esforço nesta prova. Fico satisfeita por terem terminado todos bem. 
Quero felicitar o Paulo Gomes pela sua estreia numa meia maratona e por a ter finalizado em bom plano.
Segue um especial agradecimento ao Davide pela companhia que me fez ao longo da prova e felicita-lo pelo esforço que impôs para continuar, mesmo com o corpo a reclamar. Conseguiu abstrair-se e a mente impulsionou-o para a meta! Parabéns, miúdo! We can!
Quero agradecer, em geral, a todos aqueles que me cumprimentam e me reconhecem pelos artigos e fotos deste blog. Isto é sinónimo de que a minha dedicação a este espaço é reconhecida e acarinhada. Obrigada a todos que têm a "paciência de me" ler aqui. 

Até à próxima Suadela!!!

CLASSIFICAÇÕES










domingo, 12 de maio de 2013

4ª Corrida e caminhada - Póvoa de Varzim

Manhã solarenga e aprazível
Domingo, 12 de maio. Dia de mais uma prova. Desta vez a cidade escolhida foi a Póvoa de Varzim com a realização da 4ª corrida e caminhada Liberty Seguros. 
O céu limpo e temperatura amena fazia prever uma manhã agradável de corrida. 
Realmente, quando chegámos à Póvoa o ambiente era já de festa desportiva. Atletas movimentavam-se de um lado para o outro, dando cor e vida à marginal. A fila para levantar os dorsais era imensa, contudo, a organização foi tão metódica que rapidamente estava com os dorsais e as t-shirts na mão para serem distribuídos pelos colegas do grupo. 
A rapariga na fila dos dorsais
Saímos de Amarante 6 elementos (eu, o Davide, o Fernando, o Jorge, o Jaime e o Cardoso), mas lá reuniu-se mais um elemento amarantino (Ismael Queirós). 
Seguimos para carro e começar a equipar. Como já é habitual, a foto do grupo não faltou para registo. 
A hora do inicio da prova aproximava-se e o aquecimento era urgente. Um bom aquecimento para 10 km ( e para as restantes, obviamente) é fundamental para que a prova seja realizada sem problemas.  
Aqui os geniais!
A poucos minutos do tiro da partida, já eram imensos os atletas que se aglomeravam atrás do pórtico. Apesar de não haver classificação, (apenas os três primeiros lugares na geral, femininos e masculinos) dado o caráter solidário da prova, todos colocaram a postos os seus relógios gps e tentarem dar o seu melhor após a linha da partida. 
Soou o som do arranque e todos partimos de abalada. Segui tranquilamente, indiferente ao ritmo dos outros atletas. Tentei não ser impetuosa nos primeiros quilómetros, mas, como me sentia bem, aumentei um pouco o ritmo. Por volta do 4º km aparece ao meu lado o poveiro de gema, Tomé Arteiro. Estava previsto realizarmos a prova juntos numa tentativa de eu melhorar o meu tempito nesta distância. Não me fez companhia a prova toda, mas foram os restantes 6 kms. 
Foi, sem dúvida uma ajuda preciosa, apesar de ser eu a controlar o ritmo. Mas só o facto de  não me deixar falar (uma missão quase impossível para mim) cada vez que via um colega do grupo, orientava-me para me concentrar na corrida e a gerir o esforço, foi meio caminho andado para terminar em bom plano. Grande Tomé!
Como já é habitual, todos os colegas do grupo já tinham terminado. O Ismael estava radiante com os seus 34´55´´ conseguidos nesta prova, batendo assim o seu recorde pessoal. O Cardoso optou por fazer a prova com o Jorge, terminando ambos com 36´. O Jaime e o Fernando também terminaram juntos com 45´. Eu e o Davide também cortamos a meta, praticamente, juntos com 50´18´´. 
Que convidativa estava a praia... 
Foi uma prova com um percurso agradável, com poucos  desníveis. Estava muita gente a aplaudir e a observar os participantes dando palavras de incentivo. 
Foi uma manhã magnífica! Só lamentei não ter tido tempo de ir ao mar. Na prova de S. Pedro não falha!!
Parabéns a todos nós, elementos deste grupo, pela excelente prestação e desempenho que tivemos! 
Obrigada, mais uma vez, ao meu amigo Tomé, que me ajudou a melhorar o meu tempo em detrimento do seu! 
Termino com uma frase que considerei excelente, pois no fundo resume isto: "os loucos que correm... pelas suadelas!

"Sai de Amarante cedo para vir à Póvoa apanhar uma grande suadela e agora voltar para casa!" (Jaime Pereira)


"As mais de 3200 pessoas que se mobilizaram para este evento, que contou com uma corrida de 10 km e uma caminhada de 5 km, viram o valor das suas inscrições reverterem a favor de duas nobres instituições, a saber: A casa da Ritinha, representada pela Fundação Filos, e a Casa do Regaço. A solidariedade de todos contribuiu para que cada uma destas duas instituições recebesse um cheque no valor de 4.827,00€." por RunPorto



Resultados

GERAL MASCULINOS

1º Rui Pedro Silva         0:28:56
2º Nuno Costa               0:28:59
3º Daniel Pinheiro         0:29:10

GERAL FEMININOS

1ª Jéssica Augusto         0:32:12
2ª Elisabete Lopes         0:34:25
3ª Eunice Tavares           0:35:58






quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de maio na Albufeira do Tâmega

Em cima da esq. para a direita (Hélder, Jorge, Manuel)
Em baixo (Cardoso, eu, Davide, Fernando, Jaime e Macedo)

A Casa do Benfica no Marco, com o apoio da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, organizou hoje, 1 de maio, o 2º Grande Prémio de Atletismo Albufeira do Tâmega - JOMA.

O dia acordou solarengo e com uma temperatura agradável, a contrastar com o frio do dia anterior. Após reunir no local e hora marcada, eu e alguns elementos do meu grupo de corrida, seguimos em direção ao Marco, para participar nesta prova.  
Verificação dos dorsais
Chegados lá, tratei de levantar os dorsais. Apesar de não estarem presentes muitos atletas, ainda tive de esperar algum tempo para os ter comigo. Se fosse uma prova que tivesse um grande número de participantes, seria o caos para levantar os dorsais. Aliás, já tive essa experiência em Sto Tirso, com esta organização.
Foi aqui, enquanto aguardava pelos dorsais, que reconheci um grupo de atletas que encontrei no Urban Trail, no Porto. Um grupo com um nome curioso "Falta muito?". As provas são isto também: reencontro de conhecidos, amigos ou colegas. 


Alguns elementos do grupo "Falta muito?"
Quando estávamos todos equipados, posiciona-mo-nos para a foto da praxe. Cravei o Francisco, com quem conversava no momento, para  ser o fotógrafo. Saiu-se bem!
Decidimos fazer um aquecimento no percurso pedonal à beira Tâmega. Descontraídos, tendo o rio como parceiro inspirador, sentimo-nos mais preparados para a exigente prova.
OOPS!! Apanhada com as calças na mão! :D
Atrás da linha da meta não estavam mais de 2 centenas de atletas. A concentração foi rápida e as 10.30h estavam próximas. Distraídos com a conversa, soou o tiro de partida. Um pouco aturdida, liguei o GPS e arranquei para a primeira subida da prova, tentando encontrar o ritmo. Precipitei-me um pouco e acabei por  fazer o primeiro quilómetro mais rápido. Um erro básico que me fez sofrer um pouco nos quilómetros seguintes. Um outro senão foi o facto de, aos 1300 m, ter que fazer o retorno até ao ponto de partida, para depois voltar a subir. Desmotivam-me circuitos demasiado repetitivos.
Enquanto tentava gerir o meu esforço neste percurso muito instável, verifiquei que havia uma atleta que estava com o ritmo muito aproximado do meu. Decidi meter conversa e propus-lhe que fizéssemos o resto da prova juntas. A Carla (assim se chama a atleta) concordou de imediato e seguimos as duas estrada acima. Apesar de ser um circuito um pouco duro, realizá-lo com companhia, facilitou bastante. O apoio era mútuo e o incentivo em continuar aumentou.
A corrida não é só meter quilómetros nas pernas, nem fazer este ou aquele tempo. A corrida é também companheirismo e solidariedade.
Ao quilómetro 9 verifico, com alguma preocupação, que um colega do meu grupo estava a entrar para a ambulância, por não estar a passar bem. Questionei como estava ele e responderam-me que já estava a melhorar. Mais tranquila, seguimos as duas em direção à meta.
Foi fantástico poder terminar bem e, mais uma vez, em boa companhia.
Fim da prova... relax
Assim que cheguei junto dos meus colegas quis inteirar-me da situação do nosso colega. Pelas informações recebidas estava melhor, embora, um pouco mais tarde teve de ser assistido no hospital por questões de segurança e maior tranquilidade.
Todos os outros elementos terminaram bem e com bons resultados. Faço uma especial ressalva ao Davide Pinheiro, que, nesta prova durinha, fez o seu melhor tempo de sempre nesta distância. Parabéns amigo, estás imparável!
Mais uma prova realizada, mais um teste feito e mais uns quilómetros que, apesar de durinhos, me deixa sempre com um sorriso no rosto. O tempo com que finalizei não foi tão mau assim (54`) mas isso não é o mais importante. Num universo de quase 2 centenas de atletas, não chegaram a 2 dezenas as mulheres a participar. Só por este motivo sinto-me feliz por fazer parte de um número reduzido de mulheres que teve a audácia de participar, de fazer e de concluir. Parabéns às mulheres que hoje tiveram essa coragem!
Mais uma vez, obrigada Carla Ferreira, pela companhia!
Parabéns, Davide, estás um verdadeiro atleta!
Parabéns, amigos do grupo (Nelinho, Jorge, Jaime, Macedo, Cardoso,Fernando e Hélder) pela vossa excelente prestação.

Agora, até dia 12, na Póvoa!

Classificações



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Caminhada e... suadela!!


24 de abril de 2013 

Fazer a diferença

Tal como anunciado e previsto, decorreu a 7ª caminhada pela igualdade e liberdade na nossa cidade de Amarante, promovida pela Câmara Municipal de Amarante, através do projeto “A Par&Par” e pela Junta de freguesia de Fridão.
A noite estava agradavelmente primaveril. Uma temperatura amena e convidativa para uma caminhada noturna de, aproximadamente, 8 km. A concentração dos populares estava prevista para as 20.30h na Alameda Teixeira de Pascoaes, mesmo em frente à Câmara Municipal de Amarante. 
... em amena conversa
... com Manuela, Jaime e Davide 
O mentor desta iniciativa foi o nosso já bem conhecido, Jaime Pereira, o "dinossauro" do atletismo em Amarante e não só (um dia registarei aqui a sua história). Para apadrinhar a caminhada, convidou  Manuela Machado, uma das melhores atletas da maratona portuguesas. Uma pessoa extremamente simples e  bastante acessível, com quem tive o prazer de conversar durante algum tempo. Muito simpática e divertida, falou de algumas experiências suas enquanto atleta profissional, da sua situação atual como treinadora e toda a logística que envolve dinamizar e apoiar os futuros atletas que orienta. 
Elementos da Cerci... fantástico!
A mana continua a conversa
Antes da partida, tivemos oportunidade de assistir a um momento de teatro/dança com elementos da CERCI Amarante. Uns minutos encantadores onde a diferença se torna igualdade. 
Ladeada pelo Jaime e por alguns populares, a Manuela deu início à caminhada por volta das 21.15h, com destino à junta de freguesia de Fridão. 
A caminhar...
O carro da GNR seguia na frente para controlar os caminhantes e assegurar o sucesso do evento. Contudo, e como há pessoas que querem marcar pela diferença negativa, desrespeitaram o limite criado pelos agentes de segurança bem como o cordão humano que se criou na linha da frente. As pessoas deveriam entender que é uma questão de segurança e de respeito de quem organiza. Uma caminhada não é uma competição. É convívio  é participação, é animação, é um passeio salutar. Não há pódio nem primeiros lugares. 
A ambulância...
Além desta situação, houve também quem se lembrasse de chamar uma ambulância alegando que alguém se estava a sentir mal. Segundo informações dadas no final da caminhada, não passou de uma informação falsa.  Não houve mal estar algum, todos os participantes terminaram bem, mas obrigar uma ambulância a deslocar-se por uma brincadeira de mau gosto, é muita infantilidade e uma atitude reprovável. 
À exceção destes "senãos", a caminhada foi muito agradável e divertida. O percurso foi praticamente o mesmo que eu e o meu grupo de atletismo costumamos fazer em dias de treino. Uma sensação estranha surgiu ao realizá-lo a caminhar. Eu e o Davide não conseguimos evitar alguns comentários alusivos a determinados momentos do percurso e brincamos com analogias do treino/caminhada. Tentamos manter-nos juntos com alguns colegas de corrida, mas, com a empolgação das subidas, ficámos só eu o Davide e a minha irmã.
Uma caminhada desta natureza está ao alcance de qualquer pessoa além das vantagens que lhe estão inerentes:
  •  um percurso agradável;
  •  fornecimento de água em alguns pontos do percurso;
  • oportunidade de colocar as pernas em movimento sem grande esforço;
  • ocasião de reencontrar amigos ou conhecidos;
  • conviver, caminhar ao luar, conversar, divertir, ouvir música ;)...
  • apanhar uma suadela!!! 
Uma infinidade de aspetos positivos que juntou inúmeros aderentes a este evento.

Na 8ª edição aguardamos muitos mais caminhantes e ainda mais diversão.
Obrigada ao Davide, à minha mana (Anabela), ao Jorge Cerqueira pela companhia e diversão, ao longo do percurso, e a todos conhecidos que fui encontrando pelo caminho!
Obrigada Jaime Pereira, por esta magnífica iniciativa!
Obrigada Manuela Machado, por nos ter dado a oportunidade de a conhecer e de a ter na nossa Amarante!