terça-feira, 5 de novembro de 2013

A.D. Amarante na 10ª Maratona do Porto

O grande grupo com o reforço da Aurora Cunha
A 10ª edição da Maratona do Porto acordou com um surpreendente dia de sol. As emoções estavam ao rubro. 42 km e 150m (mais coisa menos coisa), aguardavam 3 milhares de corajosos atletas. Meia dezena deles vestiam as cores da A. D. Amarante.
As nossas 5 estrelas da maratona
Davide Pinheiro e Jorge Oliveira aventuravam-se, pela primeira vez, nesta odisseia. Os restantes nove enquadraram-se nos 16 km da Family Race, sendo a Clara Cerqueira a nossa estreante no universo das provas oficiais.
As "meninas" do asfalto

O nervosismo paira no ar. Todos acreditávamos que tudo ia correr bem, mas a preocupação estava presente.
Hora de rumar à Rua Júlio Dinis. Estava tudo a postos para o mega evento do ano, na invicta. Eram milhares os atletas que circulavam pela rua. Uns a fazer o aquecimento, outros em amena conversa para descontrair e alguns apenas a apreciar quem aquecia, vivenciam o ambiente e o momento. 
Após desejar muita força ao Davide, alinhei com o Paulo Gomes na Family Race. Estava receosa devido a umas dores que tinha sentido no gémeo esquerdo, durante os treinos. Optei por encarar os 16 kms como se de um treino se tratasse.
A hora aproximava-se, os atletas eram chamados para o local da partida. A música subiu de volume. O som entrava no ouvido e transportava-nos para uma outra dimensão. O instante era solene e arrepiante. Era tempo de concentração de energias. Escutem!
                                                   música da partida da maratona!! Intenso!

 O tiro disparou mas não foi audível. Apenas vi os atletas a caminharem em direção ao pórtico da partida.
Começou a dupla aventura. Os maratonistas seguiram na frente. Nós, os de menor quilometragem a realizar, seguimos atrás. 
O cenário à minha frente, após a partida, era brutal! Um tapete humano, multicolor, movia-se pela estrada, não deixando a descoberto qualquer sinal de asfalto. A festa do atletismo tinha começado.
O único senão destas provas imensas é o zig-zag a que nos obriga para correr num espaço confortável, sem atropelar ou cotovelar alguém. 
À medida que avançavamos íamos passando por alguns maratonistas, que seguiam num ritmo acautelado para assegurar a resistência até ao final. 
Apesar de não estar num "dia sim" para correr, os 16 kms foram feitos de forma tranquila e sem incidentes, embora com receios e alguns avisos do gémeo.
Prova feita! Momento de esticar os músculos, ingerir algo e seguir rumo ao último km para acompanhar a chegada dos campeões.
Eu, o Osvaldo, o Fernando, o Álvaro e o Jaime transmitíamos palavras de incentivo aos atletas que terminavam a maratona, à medida que descíamos a avenida. Eu aproveitei para fazer alguns registos fotográficos. Observar e gravar um misto de expressões desde a dor ao cansaço, a alegria às lágrimas, a conquista à  tristeza, a determinação ao desanimo, a coragem ao sofrimento... é único.  Mas tudo isto levou-os à meta!
Aplaudimos e incentivamos mais de 2 horas. O primeiro maratonista do grupo foi o Jorge.
Um estado de ansiedade superado. Um pouco atrás passou o Cândido.
Depois o Macedo.
O Veríssimo já nos estava a causar preocupação pelo avançar da hora. Fomos ao seu encontro. Estava com dores musculares e a caminhar. Mesmo assim seguiu e terminou, pois esse era o objetivo!
Faltava o outro rapaz estreante. Apesar de acreditarmos que o Davide iria conseguir este feito grandioso, a ansiedade começou a apoderar-se de nós. O tempo passava e a apreensão aumentava.
Entretanto visualizei-o ao longe, a caminhar. Ficou felicíssimo por nos ver a 2 kms da meta. Servimos de escolta e, pelo caminho, ainda incentivamos mais dois atletas a juntarem-se ao grupo de apoio.
O regimento de apoio em ação
Apenas o Nuno Prates resistiu ao estimulo. A emoção aumentava à medida que via aqueles dois "miúdos" a aproximarem-se da meta. corriam lado a lado, sem queixas nem queixumes, o propósito de ambos estava alcançado: eram maratonistas! Foi gratificante escutar as palavras do Nuno, assim que cortou a meta:" Muito obrigado. Se não fossem vocês, ainda estaria lá atrás!"
Para ti Nuno, foi um  prazer enorme podermos levar-te à meta com o Davide. A corrida não é só correr. É companheirismo, é auxilio, é convívio, é amizade e é uma imensa partilha de emoções e momentos únicos.
Davide Pinheiro e Nuno Prates: ambos  42 anos 42 kms... pela primeira vez!
3 de novembro foi realmente um dia histórico para todos aqueles que, pela primeira vez, conquistaram 42 km de asfalto e cruzaram a meta. Mas termos amigos de coração a fazê-lo, é inesquecível!
Muitos parabéns Jorge, pela tua excelente prova e aguentaste firme até ao fim.
A ti Davide, és grande e orgulho-me de te ter como amigo! 42 vezes parabéns!

Para a posteridade ficam também aqui os meus mais sinceros parabéns a todos os restantes amarantinos que participaram nesta maratona. Além de se superarem a si próprios, também contribuíram para abrilhantar e enriquecer o atletismo na nossa Amarante.
A todos os amigos e conhecidos que tive oportunidade de felicitar e incentivar, seguem, mais uma vez os mais sinceros parabéns.
Quem tem a coragem de se aventurar na odisseia dos 42 kms e cortam a meta, são verdadeiros guerreiros!
A todos os guerreiros, parabéns!




   

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Urban Trail Porto / 2013


Os três sensacionais: Francisco, Davide e eu!

O que fazer, de especial, num sábado à noite? A resposta é... correr pelos burgos do Porto e Gaia, num universo de atletas aventureiros e audazes, sedentos em explorar os recantos mais inusitados e emblemáticos de ambas as cidades, a correr ou a caminhar, aliados à euforia, à animação e ao divertimento. 
Este programa foi, precisamente, o que estes três miúdos da foto decidiram fazer, neste sábado último. Munidos de boa disposição, trajados a rigor e de lanterna a postos, estávamos nós a marcar presença na linha de partida do Meo Urban Trail, na Ribeira do Porto. À nossa volta estavam apenas mais uns milhares de aficionados prontos para iluminar ambas as cidades, numa corrida desenfreada pela descoberta do desconhecido (ou pouco conhecido) circuito urbano. 
As minhas amigas escadas... quase a terminar! Ufa!

O circuito não podia ser mais aliciante. Começar por atravessar a bailante ponte D. Luís e fazer o aquecimento pela marginal de Gaia. Seguiu-se uma subidinha num subúrbio gaiense, uma descida atapetada ora de pararelo ora de fragas acidentadas. As escadas vieram ao nosso encontro, quer em subidas quer em descensões. Estas ruelas e caminhos levaram-nos ao coração das Caves do Vinho do Porto. O aroma intenso do líquido deu ânimo para aumentar o ritmo e descobrir qual era o próximo ponto de passagem. A cada curva a surpresa imperava. As sinuosas descidas e as rudes ascenções encaminharam-nos até ao magnífico mosteiro da Serra do Pilar. Aqui o "trânsito" humano afunilou numa estreita passagem. Passado este momento, o itinerário rumou-nos à muralha Fernandina. Uma paisagem única e sublime para o rio Douro, extasiava qualquer retina que se detivesse uns segundos a contemplar. 
A caravana de lanternas na cabeça descia agora em direção à ponte D. Luís. Com a caminhada na faixa contrária, o tabuleiro estava irrequieto e agitado. Balouçava intensamente, tal era a euforia. 
Já no lado do Porto, as escadas Codeçal e dos Guindais faziam as honras e aguardavam-nos, com um ar desafiante. Decididos a não nos dar por vencidos, subimos, com as forças que ainda existiam, os infinitos degraus. Obstáculo superado, a fila de lampiões corria estrada abaixo, rumo à Sé. Desfilamos por mais ruas e ruelas, caminhos estreitos e acidentados, subimos mais lanços de escadas, descemos outros tantos. Estávamos, entretanto, no Palácio de Cristal. O Jardim das Virtudes foi o percurso mais curioso a ser percorrido, pois a escassa luminosidade que possuíamos era mesmo a lanterna que levávamos e os balões luminosos a marcar o caminho. Cada passo era uma incerteza e cada metro uma surpresa. 
com estilo
Nesta altura já nos encaminhávamos para as linhas do elétrico, rumo à Alfândega. Avançamos com calma, ao longo da estrada. Esta sim, já a tratámos por "tu". A meta estava a poucos metros de distância. 
Prova terminava e uma sensação de bem estar apoderou-se de mim. Tive plena noção de que saboreei cada passo dado, cada local percorrido, cada degrau galgado e cada quilometro conquistado. Diverti-me a registar o percurso, independentemente da qualidade. Não participei com objetivos direcionados aos tempos conseguidos. A diversão e a camaradagem aliada a um percurso único e fabuloso foram primordiais. O tempo com que se terminou o circuito? É acessório.
Não há dúvida que este novo conceito de corrida é intensamente aliciante e proporciona um ambiente histórico/desportivo magnifico.  
Ao Francisco e ao Davide, que alinharam comigo nesta aventura, um imenso obrigado. Foi uma noite fabulosa e muito divertida. 

UT já está agendado para 2014!

FOTOS


Video




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Meia Maratona de Ovar - 2013


 13 em Ovar!

Após uma noite de Gala, o dia despertou para mais uma corrida. Destino: Ovar.
Além do grupo do costume, juntaram-se a nós o Manuel Fernandes (AmaranteTrail Running) e o João Reis. Este último, um auto-didata da corrida e, também, um ótimo atleta. 
Meia Maratona de Ovar sem Joaquim Costa não era a mesma coisa. Assim, e para registo posterior, este enquadrou a foto de grupo, bem como o Paulo Abreu. 
O Costa e o Paulo ajustaram-se ao quadro!
Com tudo isto a hora da partida avizinhava-se. A dificuldade em entrar no recinto aumentou e o nervoso miudinho instalou-se. Afinal só eram uns meros 21km e 97m que nos aguardavam! Certificamo-nos que os relógios GPS estavam prontos para serem acionados. O tiro de partida soou e passado o pórtico... start.
Prova iniciada. Os atletas seguiam pela rua, num zig zag constante, até encontrarem o seu ritmo e o seu lugar, sem causar atropelos. 
Uma temperatura primaveril quis acompanhar-nos e a hidratação era fundamental. Assim que cheguei ao 1º abastecimento, a garrafa de água fez-me sempre companhia. Sentia-me bem, apesar de algum cansaço acumulado dos dias anteriores.
Como já conhecia o trajeto deu para gerir melhor o esforço. Ao 10º km sabia que iria cortar a meta abaixo das 2h. Seria muito azar não o conseguir dada a forma como me estava a sentir.
Antes de chegar ao furadouro encontrei o Jaime a caminhar.  A sua lesão deu de si. Ao km 16 encontro o Fernando, no retorno, também com dores numa perna e a sofrer um pouco com o esforço. Vim apanhá-lo a cerca de 1 km da meta. Não quis que esperasse por ele. Segui e cortei a meta com o meu gps a marcar 1h 56m 56s. Tal como tinha previsto, abaixo das 2h. Se conseguia melhor? Sim, talvez conseguisse. Quase não saí da minha zona de conforto. Com sol e calor não entro em euforias... no entanto, posso dizer que fiz a prova sem sofrer, nem mesmo com os dedos dos pés a sangrar! 
Esperei que o Fernando terminasse e seguimos para junto dos colegas que já tinham terminado. A cerca de 300 metros da meta vimos o Jaime a parar. Parou para esperar pelo Davide que vinha logo atrás. Fiquei fascinada e lamentei não ter uma máquina para registar o momento. Por sorte a Natércia estava atenta aos sinais do marido e, em boa hora, tirou esta foto.
Os bons juntam-se aos pares! Parabéns a ambos!
Este senhor fez questão de acompanhar o Davide até à meta e terminarem juntos. Agora questiono: quantos é que fariam isto? Poucos, seguramente. Só alguém com um elevado espírito de camaradagem, de solidariedade e altruísmo é que o faz. Por estes pequenos/grandes gestos e pela excelente pessoa que é, Jaime Pereira foi e sempre será merecedor de ser lembrado e homenageado. 
Restantes atletas do grupo: satisfeitos por terem terminado bem e sem contratempos. 
Quanto à organização, esteve ao seu alto nível, com abastecimentos mais que suficientes, inicio atempado, os pontos de controlo bem orientados, na receção dos prémios e "lanche" os atletas não se aglomeram nem  houve demoras. O aspeto menos positivo é o local da entrega dos dorsais. É demasiado longe em relação ao ponto de partida. Talvez a organização devesse repensar um outro local de entrega dos dorsais mais acessível para os atletas. 

Muitos parabéns:

  • ao Cardoso por ter feito um excelente tempo; 
  • ao Jorge Oliveira por ter feito a prova sem adversidades;
  • ao Macedo por ter terminado dentro do tempo a que nos habituou; 
  • ao Veríssimo pela sua persistência e motivação que nos incute; 
  • ao Álvaro Cerqueira por estar a recuperar a sua forma, após algum tempo no "estaleiro"
  • ao Osvaldo pelo empenho demonstrado a cada prova realizada; 
  • ao Jorge Cerqueira por ter terminado bem, apesar do calor;
  • ao Davide por, mais uma vez, ter feito uma prova como treino de preparação para a sua mítica maratona.
  • ao Jaime pela pessoa que é;
  • ao Fernando que, mesmo lesionado, não desistiu e terminou em bom plano;
  • ao Manuel Fernandes pela sua versatilidade entre trail/estrada;
  • ao João pelo  seu ótimo desempenho;
  • a mim porque consegui  concretizar um pequeno objetivo de terminar abaixo das 2h! Done! 
  • a todos os amarantinos que participaram nesta prova (Joaquim Costa, Paulo Abreu, Manuel Pinheiro, Filipe Coutinho, José Teixeira, Pedro Marinho e Nuno Costa). Espero não me ter esquecido de ninguém. 
  • ao Nuno Costa pelo seu 2º lugar na geral. 
Muito obrigada a todos os colegas pela companhia, pela diversão e camaradagem. Foi um dia excelente.
Agora seguem-se os treinos para mais provas, mais corridas e muitas suadelas... porque parar é que não dá!!

Próxima Suadela: Urban Trail do Porto!
Classificações

Fotos possíveis:
Veríssimo

Álvaro Cerqueira

Jorge Cerqueira

Fernando Cerqueira

João Reis 

Paulo Abreu e Joaquim Costa

Davide Pinheiro
Jorge Oliveira
Manuel Fernandes

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

3ª Gala da A.D. Amarante


A Associação Desportiva de Amarante realizou, no passado dia 5 de outubro, a 3ª gala do seu aniversário. Sendo uma Associação que engloba várias modalidades, foram vários os atletas,  sócios e simpatizantes que preencheram o vasto auditório do Centro Pastoral de Amarante. 
Uma noite com algum glamour, onde o formal combinou com o informal. Cada um à sua maneira, mas todos a preceito, porque a presença era o essencial.
A gala teve inicio por volta das 21.30h com a apresentação de um video representativo de todas as modalidades  desenvolvidas nesta Associação. 
Seguiu-se a visualização de vídeos individuais, alusivos a dada modalidade especifica. Os elementos da mesma subiam ao palco. Foram nomeados alguns atletas/revelação. Seguiam-se algumas palavras aos assistentes, de cada  representante dos grupos. 
Chegada a vez do Atletismo, e, após visualização do video abaixo apresentado,  subimos ao palco. O atleta destacado do grupo, e com muito mérito, foi Jaime Pereira.
Todos em palco

Merecida homenagem!
As palavras do homem da noite!

Em nome do grupo, num momento reflexivo!
Contrariamente a algumas opiniões, esta homenagem foi, sobejamente, merecida. Não é preciso muito para concluir que este homem, de uma simplicidade extraordinária, uma camaradagem invulgar, uma disposição incomparável e de uma humildade incontestável, é uma personalidade de relevo quer na associação quer na comunidade. Um homem versátil e sempre com um sorriso no rosto, independentemente do estado de espírito. Muito sociável e amigo de ajudar. Em treinos auxilia, em provas é solidário. Simplesmente, um senhor.
O homem do asfalto, Jaime Pereira!
Voltando à Gala, esta apenas pecou por um pequeno pormenor: o imenso barulho que as camadas mais jovens fizeram ao logo de toda a apresentação do evento. Não respeitaram quem apresentava nem quem falava em palco. Um pequeno senão que, certamente, em futuras edições, será acautelado.
Finalizando, foi uma noite de alguma solenidade, onde o desporto amarantino esteve em evidência. Toda a direção da Associação está de parabéns pela iniciativa e pelo dinamismo que tem vindo a incutir à mesma.
A nós, grupo de veteranos, continuemos a conquistar o asfalto por essas terras nacionais, levar a cor da ADA e ter pernas para estar presentes nas corridas mais emblemáticas e representativas para o todo... porque o que nos move é o prazer de correr! 


vídeo de apresentação do nosso grupo, na Gala

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Correr em... Ancede, Baião

Mais uma grande pose dos "miúdos".
As mudanças é o que faz, deixam pouco tempo para que as notícias sobre a corridinha de ontem sejam atempadas. Mas já estou cá, às voltas com o teclado para mais uma curta crónica da, tipicamente conhecida, corrida da bengala.
Assim, 22 de setembro levou-nos até Ancede. Sim, essa prova mesmo! Os tais 5 kms a subir e os mesmos sempre a descer (o último é para chatear).
Ao nosso grupo normal de veteranos da A. D. Amarante, juntaram-se, novamente, os 4 atletas juvenis e iniciados da escola de Atletismo, António Pinto. Só lá faltou mesmo o António Pinto!
Os jovens promissores atletas da A.D.Amarante
Como nestes eventos o que se evidencia são as presenças e a representação de um grupo/associação, então nós cumprimos bem esse papel, não pelos resultados mas pela vontade, pelo prazer e pelo gosto de estar. 
Horinha da partida: Apesar do imenso vento, as temperaturas rondavam os 30 graus. Avizinhava-se uma prova difícil. É certo que ela de fácil tem pouco, mas isto são pontos de vista!
O aglomerado de atletas participantes não excedia as 3 dezenas e meia. Um número justificável devido à realização, no mesmo dia, da 1ª meia maratona de Guimarães. Por ser estreante, atraiu imensos atletas que, em circunstâncias normais, estariam a conquistar a bengalinha.
Prova iniciada e tempo de preparar o tratamento, da imensa subida, por "tu". Com algum esforço e alguma determinação lá se subiu os tão famosos 5 kms. Pena que a organização não tenha pensado que a rapaziada que fica um pouco mais atrás, também precise de água. A falta desta, no abastecimento normal, foi imperdoável. Por sorte, fiz-me acompanhar sempre por uma garrafinha de água, por prevenção. Acabou por ser ouro para mim e para a Sandra Moura, do Atlético da Póvoa, que se mantinha a meu lado. 
Resolvi acompanhá-la e auxiliá-la nas pequenas quebras. Foi fantástico tê-la como companhia, e conseguir chegar juntas na reta final, assim...
Apenas para apreciar!
São estes momentos que tornam uma prova interessante. Aqui todos se conhecem pela presença e o nome acaba por ser acessório. Só após cortar a meta é que me lembrei de perguntar o nome. Até ali o que importava era o companheirismo e o espírito de entreajuda. Não houve competição, houve emoção!
As duas "elites"
De bengalas em punho, cada uma seguiu o seu caminho, após o registo para a posteridade. 
Fui ao encontro dos meus colegas de grupo e verifiquei que estavam todos descontraídos, com ar de missão cumprida e satisfeitos por mais uma bengala para a coleção.

Parabéns a todos nós, que lá estivemos a correr, a suar e a divertir. 
Obrigada, Sandra Moura, pela companhia e por não desistires. 
Agora, bons treinos e até à próxima "corrida e suadela"!
Done
Na meta, Davide Pinheiro
Álvaro Cerqueira

Carlos Macedo

Luís Cardoso



domingo, 15 de setembro de 2013

A.D.A na Meia Maratona Sport Zone 2013

Associação Desportiva de Amarante muito bem representada. Em grande... número! :)

Se, há oito dias atrás, éramos, somente, 3 elementos do grupo a participar numa prova, hoje, é o que se vê na foto. Até os jovens atletas da formação de atletismo António Pinto estrearam-se na mini maratona. 
                                                          os jovens atletas 
As estreias não ficaram por aqui. Também a Clara Cerqueira (esposa do Fernando Cerqueira) quis juntar-se ao grupo e participar nos 8 km, na companhia da Paula Cerqueira. 
Como já é habitual nestas andanças, e após  vestirmos o "traje" de corrida, seguimos, descontraídos para o local de partida da prova. Aqui alguém quis tirar-me a garrafa de água. Olhei para trás e encontrei o grande atleta Mário Contreiras. Agradável momento em boa companhia. 
Para o inicio da Meia Maratona Sport Zone, a deslocação foi feita de autocarro. No curto tempo de viagem deu para trocar opiniões sobre a corrida e outros temas com outros atletas que também lá iam. E é deste ambiente que eu gosto. Mesmo não conhecendo já somos conhecidos pela corrida. 
A chegada ao ponto de partida foi muito tranquila. O calor já se fazia sentir e avizinhava-se uma prova pouco fácil. O grupo, entretanto separou-se. Cada elemento posicionou-se nos seus devidos grupos de partida. No meu encontrei  o Paulo Gomes, grande amigo do Davide. 
A hora da partida aproximava-se e, à nossa frente apresentava-se uma imensidão de atletas, prontos para mais um desafio de 21 km. Notava-se algum nervosismo e ansiedade. O calor estava a ser um fator de preocupação para os participantes... até para mim!
Tiro de partida não se ouviu mas o som de Avicii com Wake Me Up soou mais alto, a adrenalina aumentou e a avalanche de atletas deslizou pelo asfalto, tranquilamente, até ao pórtico do inicio da corrida.  Aqui, ligados os relógios ou equipamentos GPS, seguimos rumo à meta.
Nos primeiros quilómetros tive a companhia do Paulo. Entretanto ele ganhou mais fôlego e avançou. Eu não me estava a sentir muito bem. As pernas não queriam andar e uma indisposição apoderou-se de mim. Foi aqui que o José Carvalho colocou-se a meu lado e fez-me companhia durante 6 kms. Foi um excelente parceiro de corrida pois evitou que eu cedesse à tentação de caminhar. A partir dos 14 º km ele disse para eu continuar sem ele, viria mais devagar. Segui assim, sozinha mas confiante.
Ao longo do percurso vi muitos atletas a caminhar e outros a terem de ser assistidos. Isso deixou-me preocupada. Deixei-me estar na minha zona de conforto porque sabia que o meu objetivo já não era possível ser atingido. Terminei bem, sem incidentes.

Quando me encontrei com os meus colegas de grupo verifiquei que, apesar de terem terminado bem, os tempos conseguidos não foram os melhores para nenhum deles, mas para o Jorge foi pior. Teve de ser assistido devido a desidratação. Felizmente não foi nada grave. Em pouco tempo estava junto do grupo.

  • Envio os merecidos parabéns a todos os amarantinos que participaram nesta prova ( e foram muitos) e na estreia de alguns deles.
  • Deixo um agradecimento especial aos meus companheiros parciais de viagem:  Paulo Gomes e José Carvalho.
  •  Obrigado também àqueles que me conseguiram ver nos retornos e as palavras de apoio que deixaram: o Francisco, o Pedro Marinho, Veríssimo, Fernando, Osvaldo, o meu grande amigo Tomé Arteiro, Manuel Pinheiro...
  • Aos elementos do grupo, um bem haja pelo vosso desempenho, independentemente dos resultados. Estes não passam de números. 
  • A todos os que participaram e lerem este artigo... muitos parabéns por fazerem parte desta festa única!
Até à próxima corrida! (No meu caso, dia 22 em Ancede, Baião).





domingo, 8 de setembro de 2013

Corrida da Nau - Vila do Conde

Voltei!!! 
Os arrojados de hoje: Osvaldo, Davide, Francisco e a minha pessoa!
De regresso às "Corridas e Suadelas" oficiais. Pois, porque nas férias das provas também se correu... e muito! Treinos longos, muito longos, curtos, lentos e rápidos. Treinos para todos os gostos e disposições, mas sempre em boa companhia. 
A época oficial das provas de estrada, para nós, abriu hoje com a Corrida da Nau, na cidade de Vila do Conde. 
Os três a postos... 
Tal como o nome da prova indica, o pano de fundo do início e do final da mesma, foi junto à Nau Quinhentista. Um cenário histórico e emblemático, digno de receção de um evento desta natureza. 
Correção: os quatro a postos! 
Os mais arrojados do nosso grupo, nesta corrida, resumiram-se à minha pessoa, ao Davide e ao Osvaldo. Como não há 3 sem 4, juntou-se ao grupo o nosso grande amigo, Francisco. Um elemento sempre bem vindo, uma excelente companhia e um grande atleta. 
E porque estávamos ali para correr, a hora da partida deu-se às 10.30h. Apesar de possuir um percurso acessível e praticamente plano, a corrida não aglomerou mais do que 350 participantes.
Apanhada... 
Números à parte, a prova em si foi fantástica! Percorrer a marginal Vilacondense, tendo o mar como panorama, imensas pessoas a assistir (mas poucas palmas, diga-se!), uma temperatura fabulosa, um vento agradável até ao retorno, foram os elementos essenciais para tornar a prova inesquecível. Devo acrescentar que, após o retorno, o calor apertou um pouco, mas nada que nos impedisse de continuar a desfrutar do itinerário e do prazer de correr.
Parte final da prova: o Osvaldo acompanhou-me nos últimos metros o que me deu alento para acelerar e terminar com o meu melhor tempo de sempre nesta distância. Contudo, o meu objetivo ainda não está cumprido, mas falta muito pouco!
The End... smile!
O Davide também terminou muito bem, também tendo como parceiro de "sprint" na reta final, o Osvaldo. 
Foi uma prova muito tranquila, sem confusões nem atropelamentos. Terminamos satisfeitos por conseguir bons resultados, mas acima de tudo, participar e vivenciar este ambiente fenomenal que é o das corridas. 



Foto final... terminada mais uma!

Momento da foto final: Chegados ao carro, tratamos de mudar as roupas transpiradas e vestir algo mais confortável. Como sempre, fiz questão de registar o momento de dever cumprido. Dirigi-me a um atleta que estava por perto para nos tirar a foto. E como nestas andanças não há desconhecidos, encetou-se uma agradável conversa sendo a temática... a corrida. Assim, Carlos Lima e José Esperança (71 anos), membros do grupo "PESNUKU", passaram a ser também os nossos parceiros de futuras corridas. Obrigada a ambos pela simpatia!
José Esperança e Carlos Lima (PESNUKU)
Hora de relaxamento total: Poderia dizer que seguimos em direção à Amarante, mas não. Resolvemos almoçar numa esplanada à beira mar, tranquilos e a fazer um rescaldo da manhã passada, parte dela a correr!
Almoçar com este pano de fundo!

Até dia 15! Meia Maratona da Sportzone aguarda-nos! Bons treinos!