terça-feira, 30 de junho de 2015

Meia Maratona de Gondomar: ;)

Sou apologista de que as provas, quer meias maratonas quer de 10 ou 15 km, agendadas a partir do mês de abril até ao mês de outubro, deveriam ter início às 8h da manhã. Além de estar uma temperatura aceitável para correr a própria assistência médica teria bem menos trabalho, uma vez que haveriam menos atletas desidratados, com insolações e mais não sei quantas mazelas aliadas ao calor. Além disso, os atletas terminavam a horas decentes para tomar um banho e confratenizarem com os amigos. Isto sim, seria o ideal.

A Meia Maratona de Gondomar tinha hora marcada para as 10h da manhã. A minha esperança é que estivesse aquele nevoeiro tipico de zonas perto do mar. Nada disso! Um sol quente e a temperatura ambiente a rondar os 27º. Tranquilizava-me saber da existência de sombras ao longo do percurso.
Pequena mas grande equipa!
Acompanhada pelo Veríssimo, o Miguel Queirós e o Miguel Barros, chegámos à Marina do Freixo bem cedo. A Ana Martins teve a amabilidade de nos levantar os dorsais e o ponto de encontro era ali mesmo. Entretanto chega o Angelo para me acompanhar e servir de lebre durante a prova. Para completar a festa chegou o Gonçalo Pereira. Entre asneiradas e conversas do nada, a Ana chega e distribui os dorsais. Uma miúda fantástica! Bem, para completar esta fase tive o prazer de conhecer, pessoalmente, o António Cabral. Muito simpático (acho que ainda somos da família :D), atencioso e muito determinado. Muito gosto, mesmo.
Fui encontrando pessoas conhecidas, outras que me reconheciam e cumprimentavam. Falavamos como se nos conhecessemos desde sempre.  As maravilhas da corrida!
Encaminhamo-nos para a partida e eu sentia-me cada vez mais nervosa... receava o calor ao longo da prova. O meu desassossego prendeu-se com a má experiência que tinha vivido no fim de semana anterior (aquecimento anormal do corpo com nauseas e tonturas). Não queria passar pelo mesmo!
O Angelo acalmava-me com brincadeiras e dizia que não me iria faltar água. O tiro de partida demorava a ser dado. O calor apertava, tremia de ansiedade, doia a cabeça, a pulsação estava acelerada antes mesmo de iniciar a corrida. Sabia que só acalmaria quando ligasse o GPS debaixo do pórtico. 
Com 10 minutos de atraso disparou o pelotão rumo à conquista dos 21 km (outros dos 10 km). Segui calmamente e controlei o impeto de disparar pelo asfalto adiante. Segui serena e tranquila. Toda a ansiedade anterior dissipou-se. O Angelo não se calava, o Gonçalo ajudou na festa. Eu, menina disciplinadita, evitei, a muito custo, falar.
Com este miúdo foi festa durante 21km
Não precisei de água até ao 1º abastecimento o que significou que o meu hipotálamo estava a funcionar na perfeição. A partir dali foi sempre a aproveitar as sombras, a escutar alguns atletas a chamar por mim e desejar uma boa prova, a acatar as dicas que a minha "lebre" ia dando, a apreciar as maluqueiras que o Angelo fazia e sempre atenta ao ritmo. Aliás, ele fazia questão de me indicar sempre o  melhor caminho, além de ser um chuveiro ambulante. Sempre a deitar água, a perguntar se precisava de mais e um sem número de atenções para eu não ceder ao cansaço e manter a hidratação do corpo. 
Com isto tudo os kms foram sendo conquistados e senti que o ritmo estava aceitável, quase sem entrar em esforço. Nos últimos kms já senti-a o cansaço e o efeito do calor a tomar conta de mim, mas a minha "muleta" foi incansável na motivação. Só tinha duas opções: correr ou correr. No penúltimo km sinto um súbito enjoo e vontade de vomitar... inadvertidamente encosto-me à berma e só pensava: "Agora não. A meta é já ali. Aguenta rapariga!" Inspirei forte e acelerei até à meta.
Quase na meta...
1h 58m. Foi um tempo muito razoável, embora, quando terminamos, ficamos sempre com a sensação que poderiamos ter feito melhor. Mas fiz o aceitável  sem entrar em sofrimento. Não senti qualquer dor e o esforço foi sempre controlado. 
Sensação: Feliz
Com esta prova fiz as pazes com a Meia Maratona. Vigo foi um teste, Cortegaça foi recheada em desmotivação. Ontem tinha várias forças motrizes a incentivar-me. Os meus amigos e todos aqueles que por mim passavam e gritavam palavras de estimulo. Tinha também as palavras do meu "track coach" a dizer: " Vai com calma mas com determinação." já para não falar do guardião dos meus passos. Sem dúvida, uma prova fantástica!

Bons amarantinos e amigos!! TOP


Percurso: Agradável, onde o rio Douro nos brindava com as suas magnificas curvas. Algumas subidas mas nada de muito alarmante, embora, com o calor, tornaram-se dificeis. As sombras foram ouro e os atletas aproveitaram-se bem delas.

Organização: Razoável. Abastecimentos recheados de água, mas faltou isotónicos no 3º abastecimento e no final. Atraso no tiro de partida, e, num dia de calor como o de ontem, era evitável.
Após a meta não havia bananas, nem maçãs, nem isotónicos. Apenas água. Muito fraco neste aspeto. 
Para conseguir a medalha tinhamos que descer um caminho onde já circulavam os carros... pouco cómodo. Ainda lá vi uma bolas de berlim, mas pediam 1€. Não estou a ver os atletas a correr com moedas para depois ir pagar para comer algo após a prova. Insólito! Colocar chips na sapatilha já está ultrapassado. 
O público não foi muito efusivo, ao longo do itinerário. Tinham de ser os atletas a pedir aplausos. Só na parte final é que existia algum incentivo. 

Ambiente: Tipicamente de festa. Boa disposição, convívio, alegria, muita conversa e muita camaradagem. É disto que eu gosto. :)

Em suma: Terminei a temporada de provas contente por ter recuperado a motivação e força para correr. Gostei da prova pela importância que lhe tinha atribuido e conseguir os pequenos objetivos a que me propus.

Agradecimento: Redobro os agradecimentos aos meus colegas de viagem, que me deram força e até fotografias tiraram. A todos que por mim cruzaram e lançaram votos de boa sorte. Ao meu orientador dos treinos destas últimas 4 semanas e ao incansável Angelo. Obrigada a todos!
Este não se cansa!

Os próximos dias serão de descanso e, lá mais para a frente, iniciarei os treinos para a minha querida Maratona.

Até breve! ;)



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nada acontece por acaso


Somos seres um tanto enigmáticos. 
Começamos a correr por alguma razão ou motivo muito fortes. Ou então apenas porque vimos outros a correr e seguimos seus passos. Agarramo-nos à corrida como se fosse um dos bens mais preciosos que temos. 
Se, na fase primitiva, custa ter animo para correr, depois tornámo-nos dependentes das sapatilhas. A sofreguidão pela corrida é tanta que se chega ao ponto de anular ou alterar planos de fim de semana porque... há treino ou prova. Passa a ser a primeira opção entre inúmeras possibilidades.
Está a chover? Qual é o problema? É dia de correr, é para correr!
As temperaturas rondam os 30º, calor sufocante, quase não se respira... mas o corpo tem de se adaptar a tudo. É para correr!
Manhã ou tarde geladas. Os pés e as mãos doem de tanto frio. Ficava melhor no quentinho da casa? Talvez, mas se não correr o mau humor ataca! É para correr!
Sensação final: bem estar, boa disposição, criatividade no auge, corpo relaxado, alegria no coração e  uma lista infindável de aspetos positivos que, quem corre, bem conhece. 

Como somos seres emocionais, há alturas em que perdemos o rumo e... paralizamos. Deixamos de controlar a invasão de sentimentos negativos. A alegria é derrubada e sobrepõem-se a tristeza. O sorriso é substituido por uma fronte cabisbaixa e marcada pelo pranto. Olhar distante e vazio. Aperto na garganta e no estômago. Não há vontade em nada e tudo custa. Queremos estar no nosso canto pois ninguém tem de aturar as nossas "neuras". Apenas os amigos, aqueles verdadeiros amigos (raros) que nos escutam, dizem o que precisamos escutar e só não nos dão um par de estalos porque... não querem magoar as mãos.  
Correr? Não apetece... mas temos de ir. Mas não apetece... A custo se faz meia dúzia de quilómetros. No final aparece aquele bem estar de que falei. Mas é momentaneo. Em pouco tempo somos catapultados para o estado N. E os dias sucedem-se em mais do mesmo na zona de conforto. Quilómetros feitos, indiscriminadamente, para dizer que foram corridos. Não há objetivos... apenas correr porque é vicio e para afastar negativismos. Apanhar vento, sol ou chuva nas fuças, sentir as pernas doridas e buscar uma leveza de espirito transitória. 

Perante esta letargia, eis que surge uma força motivacional inesperada. Uma orientação cuidada e assertiva que não deixa margem para o desleixo ou para a indisciplina. Fazer quilómetros com inteligência! 
Irrompe um objetivo a atingir que nos obriga a sair, obrigatoriamente, da zona de conforto. Não há tempo para pensar em "parvoices lamechas". É acionado o filtro e adapta-se o "zoom" ao  propósito pretendido. 
Antes de cada etapa desponta um certo estado de ansiedade e dúvidas temporárias da nossa capacidade de superação.  Mas é tudo fruto da responsabilidade no cumprimento de cada estádio. Há um ajuste na disciplina, projeção da auto estima e as pequenas etapas são vencidas, uma de cada vez.

Sou daquelas pessoas que crê que nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser e acontecer. No entanto, nem sempre sabemos fazer a leitura correta no imediato. Mas o tempo, a seu tempo, elucida!
Em suma, há sempre uma "mão" que aflora e que nos levanta a cabeça, quando só vimos o chão. A razão disso? Um dia teremos a resposta.
Assim como necessitamos de olhar em frente, inspirar fundo, para recuperar o fôlego de um treino mais exaustivo, também, na vida,  temos de levantar a cabeça e descobrir o que o horizonte nos reserva... porque há sempre uma razão para continuar!


domingo, 10 de maio de 2015

Meia Maratona de Cortegaça - Contrastes!

Feita!
Tendo já ultrapassado a dúzia de meias maratonas, em nenhuma delas senti tanta vontade em desistir como hoje, em Cortegaça. Nem mesmo em Lisboa, que a fiz sem treinos e com um gémeo ligado. Mas como é possivel existir essa vontade num percurso fantástico como o de Cortegaça? Como é possível ter vontade em desistir se as mazelas sentidas foram sendo controladas com alterações de ritmo? Como é possivel ter vontade em desistir se até na maratona não a tive? E se disser que até vontade tive de desistir de todas as provas que estou inscrita? Já aconteceu isto a alguém? Como é possível pensar em desistir... se esse verbo não combina comigo? Afinal, em que estado é que estou?
Sem dúvida que somos seres estranhos e nem sempre temos o controlo das nossas fraquezas. Embora tenha treinado para esta prova, o corpo negou-se fazê-la. Comecei bem  mas pouco depois queria correr e as pernas não andavam. Ao 5º km começaram os queixumes do gémeo, e, mais à frente, do joelho. Foi aqui que as fragilidades tomaram conta de mim. Quis mesmo desistir!!! Muito negativismo me passou pela cabeça. 
Mas há sempre uma "luzinha" que nos diz "Não! Falta pouco! A este ritmo acabas bem!" A boa companhia faz milagres. Mesmo que as pernas cedam, o incentivo está ali. No entanto, nem sempre essa motivação é suficiente. É algo que tem de vir de dentro. Mas o meu interior estava a dar-se à derrota e não gostei. 
Acabei por pedir ao meu companheiro de corrida, Gonçalo Pereira, para seguir e eu acompanhei um outro colega que estava em dificuldades. Aos 17 kms também este me pediu para avançar. Aqui tomei um pouco de fôlego e corri até à meta com o alento da curta distância que faltava, mas contrariada por ter permitido que a fraqueza tomasse conta de mim.
Terminei com muitos incentivos na reta final o que me alegrou o coração. 
Depressa deparei que este não era o meu melhor dia para correr. Nunca em prova alguma desta natureza eu tenho sono durante a viagem! Fico com a adrenalina no máximo e converso imenso... hoje não. Bateu uma forte vontade de dormir!
Quando chego a casa, após o banho e almoço, gosto de escrever sobre o evento ou então passear um pouco... hoje não! Aterrei no sofá e dormi o resto da tarde!! É a primeira vez que isto me acontece! Decididamente hoje não era o meu dia!

Grupo A.D. Amarante
 Foi este o grupo da A. D. de Amarante que participou, hoje, na Meia Maratona de Cortegaça. 
Todos eles tiveram uma boa prestação na prova. Quero referenciar o Davide por ter conseguido o seu recorde pessoal nesta distância. Muitos parabéns!

Agradeço ao Gonçalo pela excelente companhia durante 16 kms. 

A minha próxima aventura está agendada para dia 28 de junho, na Meia de Gondomar... falta saber se estarei em melhores condições!

sábado, 18 de abril de 2015

Proatividade


Tenho vindo a refletir um pouco sobre a realização de treinos em formato individual. Nem sempre é fácil sair para correr quando temos como móbil de motivação a vontade. Esta nem sempre está no seu auge. Tem quebras alucinantes. Nestas alturas é a determinação quem dá um empurrãozinho.

Após um declive no gráfico da vontade em correr, esta fez uma curva ascendente e voltei a chispar kms... mas algo mudou! Passei a realizar os treinos sozinha. Tenho sentido um certo gozo em fazê-lo pelas sensações positivas que me tem ofertado. Além de escolher os horários e percursos que mais me convém para correr, também auto desafio-me no cumprimento do treino estruturado. Reporta-me para muitos dos treinos que fiz para a preparação da maratona. Obriga-me a ser proativa! Concentro-me mais na minha postura ( que  não é das mais corretas) a correr e foco a atenção no meu próprio ritmo. Treinar sozinha é sinónimo de me encontrar, de me conhecer e de me disciplinar. Exige de mim uma maior força psicológica e determinação!
Naturalmente que treinar em grupo tem também inúmeras vantagens. O incentivo dos colegas quando estamos a quebrar, a despreocupação com o percurso definido, a possibilidade de trocar duas de letra e a descontração pelo convívio.
Aqui refiro-me aos verdadeiros grupos de treino, que se interajudam, motivam, parabenizam cada progresso, felicitam e aplaudem cada chegada à meta, independentemente do tempo que façam, pois o principal está feito: participar e conseguir finalizar! Há uma amizade inerente! No entanto, nem sempre isto é assim tão linear...
Há alturas em que treinar a "solo" é uma boa opção e é aqui que entra a proatividade. Eu e esta "menina" temos andado de mãos dadas. A relação  é recíproca! :)
Para ajudar na concretização das tarefas previstas, têm surgido companhias de treino inusitadas e... motivadoras!

Quando se corre por carolice e os nossos objetivos são modestos (usufruir da corrida, do meio envolvente, diversão, ter fôlego para duas de conversa, cortar a meta com um sorriso sem ligar a tempos, fazer amizades, aproveitar o convívio...), o mais relevante é sair para treinar, umas vezes sozinho, outras em grupo, mas treinar. O corpo e a mente agradecem!!


terça-feira, 24 de março de 2015

VIG - BAY: Alta motivação!

Vigo, cá estámos nós!
Já foi no domingo, mas só hoje o trabalho permitiu um intervalo para cá vir escrevinhar algo sobre a Meia Maratona de Vigo - Baiona.
Para começar devo dizer que o facto de ser uma prova fora do país já foi hilariante... mais ainda sendo a primeira nestas circunstâncias. Simplesmente  aconselhável!

Seguimos 8 elementos para representar as cores da ADA em Vigo. Apenas sete de nós correu. O Davide ainda se encontra em fase final de recuperação devido a uma intervenção cirurgica.
Dorsais em punho... e a vaca como emplastro!
Samil já é uma parte de Vigo naturalmente encantadora, mas revestida de milhares de atletas, ficou magnifica!
A qualquer passo encontramos portugueses, ou porque os conheciamos de outras provas ou pela identidade nas camisolas.
Eu não me fiz rogar e identifiquei-me como manda o figurino. Afinal, correr no estrangeiro não acontece muitas vezes.
Contrariamente a muitas outras provas em que já participei, nesta não houve uma unica situação de stress ou nervosismo. Foi tudo feito com tranquilidade. Estacionamento atempado, levantamento dos dorsais sem problemas e ainda com tempo para trocar umas palavras com os voluntários.
Jorge Teixeira (diretor da RunPorto) entregava flyers quando o encontramos e trocamos umas palavras e uns registos fotográficos.
Com Jorge Teixeira...
A praia de Samil foi a próxima paragem. Passeio ameno, águas calmas, vento fresco e animos tranquilos. O ambiente estava, estranhamente, muito bom.
Com o relógio a seguir o seu curso, foi-se aproximando a hora de verter águas antes do tiro de partida. Os homens desenrascam-se atrás de qualquer coisa, as mulheres já não é bem assim! :)
Fui à casa de banho do  McDonalds e, quando estava a sair, qual não é o meu espanto quando escuto o meu nome. Ao virar-me dei de caras com o pediatra do meu filho, o Dr. Gimenez. Sabia que ele estaria presente uma vez que vive a poucos kms dali, mas encontrá-lo foi uma agradável surpresa!
Estão a ver? É destas surpresas que eu gosto nas provas! Mas elas não ficaram por aqui...
Com Paula Dias
Quando resolvemos fazer o aquecimento eis que encontro a Paula Dias. Uma atleta que se tornou amiga das corridas... naturalmente!
Hora de romper solas. Os 5500 atletas avançaram pela Avenida como se a meta estivesse mesmo ali... e eu entrei na empolgação!  Até ao 5º km a coisa não esteve muito bem.
Resolvi livrar-me do senso comum e correr com bom senso. Não tinha grandes treinos nas pernas e nunca superiores a 15 km. A consciência ditava calma.
Vi o balão da 1h50m...  deixei-o ir. Queria mesmo era usufruir e não estar preocupada com tempos. Ia eu a pensar nisto quando ouço meu nome... novamente! Era a Ana Maria Martins. Corremos alguns kms juntas a acompanhar um amigo dela que estava com algumas dificuldades. Naturalmente que estes kms foram feitos com conversa à mistura.
Seguia a um ritmo confortável e o apoio dado pelo público era arrepiante: " Vamos campionas! Animo! Vamos Portugal! Fuerza chica!..." É qualquer coisa bombástica, um incentivo único e mega motivante. Amei esta energia. Pena não haver esta dimensão impulsionadora do nosso público. Nós é que temos de pedir aplausos!
A partir dos 17 km comecei a ver atletas a caminhar, com dores, mas o que mais me assustou foi o número de atletas que vi no chão e em macas. Impressionante!
Entretanto já se via a meta. Os aplausos eram abismais, as vozes de "fuerza" aumentavam a cada metro que corria. Se me sentia cansada ou não, não me recordo pois  aquele aparato limpou a memória de qualquer lembrança negativa... aquilo era pura energia!!
Terminei com 2h 04m, completamente tranquila! Não estava ali para tempos mas para me divertir... e consegui! Uma verdadeira festa desportiva!
Todos os restantes colegas do grupo também terminaram bem e ficaram agradados com a prova.
Aquí estoy!
Como o Davide nos foi esperar a Baiona, acabamos por almoçar num dos jardins à beira mar a caminho de Vila Nova de Cerveira.
Mais um momento de diversão e bem estar!
Recuperar forças!

Resumindo este palavreado todo, foi uma "carrera" magnífica, organização Top e ambiente Hiper!
Em 2016 a repetir!

OBS: Segue um agradecimento especial ao Davide que, além de conseguir uma carrinha para nos deslocar a Vigo, foi esperar-nos na meta... além de ser o motorista do dia! Muchas gracias, amigo!




sábado, 28 de fevereiro de 2015

Stand by

Fevereiro está a terminar e eu não podia deixar passar sem aqui escrever algo. Mesmo que esse algo não tenha muito conteúdo... mas fica o registo de um post no segundo mês do ano! :)
O dito apresentou-se com poucos treinos, isento de grandes novidades, provas que não fiz, corridas limitadas, poucas suadelas, treinos sucintos... sem grandes temas para desenvolver. 
Defini este mês como  STAND BY.


Fazer o desmame daquela euforia e reboliço que foi a MMA, foi o primeiro passo. O retorno aos treinos seria o nível seguinte... e foi, mas, nem com grande vontade nem com as "canetas" a ajudar. 
A contratura, anteriormente,  sentida no gémeo esquerdo, resolveu reforçar a equipa anti-treino. 
Após tratamento e algumas expressões que assustavam o medo, parece que está a encaminhar-se para a recuperação.
O próximo desafio é  VIG-BAY. É certo que ainda faltam 3 semanas, mas para quem pouco treinou, é pouco tempo para elaborar uma preparação ajustada. Dê para onde der, correr de Vigo a Baiona, é uma certeza (espero!).
Avizinha-se um mês expectável em novidades e temas para escrever. 
Realmente, não me recordo ser tão curta e resumida num post, mas há momentos e dias assim!




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Meia Maratona de Amarante: uma realidade!

Finalmente, uma Meia Maratona em Amarante!!

Há muito que se falava em realizar uma grande prova de atletismo em Amarante. Mas não passava disso mesmo... do falar! Entre ideias à prática vai uma longa e trabalhosa distância. 
Com o apoio do Município de Amarante, a Associação Desportiva de Amarante, representada por três bons "rebeldes" (António Daniel Mendes (Presidente), Elisabete Ribeiro e Davide Pinheiro) ousaram passar das palavras aos atos. A capacidade de iniciativa, a determinação, coragem, dedicação e uma dose de ousadia resultaram neste magnifico quadro!!

Um quadro memorável

25 de janeiro de 2015: A agenda registava a realização da Meia Maratona António Pinto, Cidade

de Amarante. Cerca de 1100 atletas estavam previstos para a corrida, de 21 km, e para a caminhada solidária. 
Nunca antes Amarante tinha aglomerado tantos atletas para um evento desportivo. 
O sucesso estava quase garantido. 

6h da manhã: Preparação para uma manhã emotiva e agitada. Todos os aspetos inerentes à prova foram analisados ao pormenor. A partir dali era confiar nas partes intervenientes para que tudo saísse 100%. 
Troca de opiniões com Carlos Pereira

Embora eufórica, o nervoso miudinho não me largava. O telemóvel tinha despertado como a dona: não parava calado muito tempo. Informações para ali, indicações para acolá e assim andava eu...


A todo o gás!

S. Gonçalo em versão Fredo!

Tentei estar com o máximo de atletas, conhecidos, mas os afazeres eram tantos que poucos segundos me eram permitidos para confraternizar.


Rui Andrade e o seu HOPE!

Observei o Davide atarefado no secretariado, o António Daniel a gerir pormenores de última hora, mas tudo decorria como previsto, sem grandes incidentes.
A voz do Speaker personificado por Nelson Pais, fez-se ouvir. A vivacidade e eloquência demonstradas despertou a manhã fria.


A logística era, calmamente, organizada pelo Rui Monteiro. Alguns aspetos gerais da preparação da partida estavam direcionados para o Miguel Resende, o homem responsável pela gestão de eventos na FullSport.
A animação fez-se sentir com a presença do grupo de Bombos Zés P`reiras, Unidos da Paródia
Uma festa amarantina sem bombos, não é festa!


Partida: O homenageado, António Pinto deu o tiro de partida. 
Antes de entrar no carro que seguiria na frente da corrida, olhei para trás. Um magnifico lençol de atletas pintou a rua de cor. Estava tremendamente orgulhosa! Trabalho de equipa dá nisto ;)!!


Orgulho!



O pelotão arrancou e rapidamente se destacaram os mais rápidos. 
Pude observar imensas pessoas na rua, expectantes, preparadas para ver, incentivar e motivar os atletas. 
O dia preparou-se de feição. O sol deu mais cor e alegria à corrida. A música não podia faltar na ementa deste magnifico dia. A Tuna de Fridão incentivou perto do km 12 e os Capitão Mocho deram ânimo ao km 19.
Logo cedo o nosso atleta amarantino, Rui Teixeira, apoderou-se da frente da corrida e acabou por ganhar o primeiro lugar no pódio. Doroteia Peixoto foi a atleta que se destacou, no feminino.


Rui Teixeira,  campeão!

Doroteia Peixoto, campeã!


Meta: A zona da meta estava a abarrotar de pessoas que não quiseram perder o grande momento de  ver os atletas a passar o derradeiro pórtico da meta. Simplesmente memorável!
Antes da cerimónia protocolar da entrega de prémios, consegui ouvir algumas opiniões dos atletas sobre a prova. Embora tivesse sido uma prova dura, foi agradável, com bonitas paisagens! O público apoiou e incentivou. Uma prova a repetir, para muitos! 


Presidente da U.F. de S.G., Elisabete Ribeiro, Dr. José Luis Gaspar (Presidente da C.M.A.), Rui Teixeira, Doroteia Peixoto, António Pinto, António Daniel Mendes (Presidente da A.D.A.), Fernanda Ribeiro, Davide Pinheiro e o Vereador André Magalhães

Rescaldo
Como tinha dito no ínicio, todos os pormenores foram pensados para que este evento fosse um sucesso. No âmbito global, foi! Apraz-me dizer que, numa primeira edição, a máquina organizativa esteve a um bom nível. 
Enumeraram-se algumas falhas que foram atentamente ouvidas (lidas) e serão estas que nos ajudarão a melhorar e a evoluir.

Agradecimentos:

Fazendo eu parte do corpo organizativo deste grande evento, e do qual me orgulho, vai um especial agradecimento ao Davide Pinheiro e ao António Mendes. Somos uma verdadeira equipa, coesa, responsável e com muitas potencialidades. O resultado está à vista!! Somos fantásticos!! :)

Um enorme obrigada também...


  • Ao Pedro Lopes e ao Luis Mendes por se terem aliado à equipa, para orientação e coordenação do Staff e todos os outros pormenores pertinentes. 
  • A todos os que se voluntariaram para fazer parte do Staff e auxiliar-nos, nesta manhã fria. Sem vós o sucesso da prova não seria possível.
  • Aos elementos da GNR que trabalharam em prol da segurança dos atletas.
  • Ao Rui Monteiro (logística), ao Miguel Resende (eventos) e João Gomes (secretariado) pela ajuda e profissionalismo que demostraram no antes, durante e pós evento.
  • Ao Nelson Pais pela enorme mais valia na gestão dos atletas e como excelente Speaker.
  • A todos os amarantinos que sairam à rua para aplaudir e incentivar os atletas.
  • Aos elementos do grupo que ajudaram na organização.  
  • Ao comércio, juntas de freguesia e empresas locais que apoiaram esta prova.
  • A toda a equipa técnica e logística da FullSport.
  • A todos os fotografos que registaram os grandes momentos deste dia.
  • A todos os atletas que ousaram viajar até Amarante para colorir as suas ruas de alegria, cor, desportivismo e amizade.

Missão cumprida!

Em suma:
Uma prova de sucesso que se pretende repetir!
A 2ª edição já começa a mexer! ;)