quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Viana - a prova em treino de divulgação!

O domingo passado foi dia de ir a Viana. Estive até à última a decidir se iria ou não. Depois a dúvida era se corria ou não. Acabei por ir e correr. Mas vamos à história.
Olha o Gil Eanes ali atrás! :)

Desde a magnífica Meia Maratona do Gerês que a vontade de correr caiu a pique. Não tinha ânimo nem regalo em criar novos objetivos. Aos fins de semana, ao invés de fazer um treino mais longo, aproveitava o tempo para estar com meu filho. Durante a semana ia fazendo meia dúzia de kms só para dizer que as pernas estavam a mexer. Correr pelo Gerês é muito bonito, mas fazê-lo sozinha tem muito que se lhe diga.  
Inscrevi-me na Meia de Viana no final de dezembro, a ver se a vontade em treinar renascia. Hummm, não foi a formula milagrosa para regressar com ânimo expectável!
Na última semana antes da prova lá me apliquei a fazer 2 treinos de 10 km para minorar o sofrimento. Com motivação dada por amigos, convenci-me que a podia fazer... não olhando para o relógio. O facto de ter de divulgar a Meia de Amarante foi mais um motivo para estar presente e correr. 
Vamos mexer as pernas até Amarante!
O dia estava gelado e a chuva ameaçava cair. O meu filho acompanhou-me nesta aventura e ficou a ajudar os colegas do grupo a entregar os flyers da nossa prova. 
Decidi correr com a máquina fotográfica e fazer alguns registos ao longo do percurso. Iria ter tempo para o fazer! 
Com um frio do catano, aglomeramo-nos antes do pórtico da partida. A proximidade dos atletas apaziguou o estado gélido em que me encontrava. Conversa ali, cumprimento acolá... e deu-se a partida. O Ângelo Vidal decidiu acompanhar-me, mais uma vez, abdicando de fazer um bom resultado, para fazer uma prova na versão de treino dialogal.
Vais à Meia de Amarante? Lá te aguardo! :)
Arrancamos lentamente e, à medida que conquistávamos kms, foram vários os atletas que metiam conversa sobre a Meia de Amarante devido à alusão feita na minha tshirt. Prontamente dei-lhes as respostas que pretendiam e corria-se em amena cavaqueira. Corria, conversava e ia fotografando quando possível. Embora tivesse levado relógio, não olhei para ele muitas vezes.
Preocupou-me sim, a partir do 10º km o calcanhar esquerdo e a bolha que se estava a formar no pé direito. Abrandei e não pensei muito nisso. Mais uma conversinha ali, apanhar umas tangerinas acolá, pedir palmas mais adiante e foi assim que cheguei aos fantásticos, mas sofríveis, 2 últimos kms.
Na reta final foram vários os incentivos que recebi, incluindo do meu filho que estava ali, debaixo de chuva, à espera da mãe. Um doce!
Escusada!
Merecida!
Na chegada à meta olhei o relógio do pórtico e vi 2h 10m. :)
Se, para muitos poderá ser um tempo vergonhoso, para mim é um tempo glorioso. Correr não é só operações matemáticas entre minutos gastos e kms percorridos. Correr está no ir. Podia ficar na caminha mas perdia uma oportunidade de conviver, conversar, (coisa que não gosto nada de fazer ah ah ah ah) partilhar, cumprimentar amigos de quem já tinha imensas saudades, divulgar a nossa cidade e o nosso evento, apanhar um frio do "caraças", tomar banho quase 2h depois e não ficar resfriada. E claro, ganhar 2 medalhas: a oficial e uma enorme bolha rebentada no pé. :)
Por isto e por muito mais estou de parabéns. E também sou uma campeã, tal como todos os que cortaram a meta. Porque os campeões são todos os que vão e fazem!
Só tive pena de ter ido a Viana e não comer uma bola de berlim do Natário. Quando pensei lá ir o meu filho alertou que estavam esgotadas.
Bolas de berlim à parte, acabou por ser uma manhã recheada de boas sensações.
A todos os meus amigos, conhecidos, conhecidamente desconhecidos, muitos parabéns pela prova conseguida e finalizada!

No final disto sinto que me está a despertar novamente o prazer de correr. Tenho de me encontrar e encontrar uma prescrição que me auxilie nesta tarefa.
Enquanto a procuro, continuo na preparação e organização da Meia de Amarante, já a 14 de fevereiro. Espero lá por vós! ;)






segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sou blog há 3 anos


Dá a sensação que há pouco escrevi sobre o 2º aniversário deste blog, e já passaram mais 365 dias! Mas é mesmo verdade... já são 3 anos que o Corridas e Suadelas faz parte da blogosfera da corrida... e não só.
O rescaldo, deste último ano, em termos de provas realizadas não foi o mais abastado. Ficou resumido a 4 meias maratonas. Dito assim até dá a impressão que ando "fraquinha". Nada disso! Foram vários os fatores que me influenciaram ao longo deste 2015. 
No início do ano estava condicionada devido a dores no gémeo direito. Em meados do ano fisicamente estava bem... mas motivos pessoais arrasaram com a minha vontade e motivação para correr. Quando me tentei agarrar aos treinos para a maratona surge a tendinite no tendão de Aquiles. Passei a ficar na bancada a ver correr e a maratona ficou adiada. Após semanas parada, finalmente consegui correr a meia maratona do Gerês com poucos treinos. Embora seja uma prova difícil, valeu a pena esperar para a fazer.... é uma das provas mais belas que existe.
Quando não se pode correr há sempre interessantes alternativas para colmatar esta lacuna. Aventurei-me a percorrer alguns trilhos fabulosos dos Picos da Europa, com um grupo fenomenal que deixou vontade em repetir a odisseia.
Há pouco falei de uma das meias maratonas mais belas e disse bem... porque há outra não menos bela: a Meia Maratona de Amarante. Acreditem, é mesmo! ;)
Em janeiro vimos uma meia maratona percorrer a cidade e arredores de Amarante! Foi, sem dúvida, um dos eventos mais importantes, mais dinamizadores e mais envolventes desta cidade. A 2ª edição está a caminho e promete ser mais um sucesso.
A par da Meia Maratona há também o Amarante Christmas Trail. Dois eventos que já são a predileção de imensos atletas. Não esquecer o estreante Amarante Night Run. A coleção de sucessos de eventos, dentro da A.D.A. está a proliferar! 
2015 foi assim, poucas provas corridas mas envolvi-me para que outros corressem ou ficassem com um registo para "mais tarde recordar"...
Para 2016 já tenho um grande e audaz objetivo... mas fica em segredo, por agora. Entretanto vou criando pequenos objetivos para que a desmotivação não bata à porta e pôr as pernas a mexer.
Quero deixar um enorme obrigada a quem me segue e me lê. A cada leitura, visita ou comentário vosso é-me injetado doses de incentivo para continuar. Muito grata a todos vós e encontrámo-nos  em 2016 num post, algures, por aí. ;)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Meia Maratona do Gerês - 2ª parte

Especial conquista!
O grande dia acordou frio mas a anunciar um dia soalheiro.
Acordei cedo. Queria tomar o pequeno-almoço antes das 8h para não ter sobressaltos durante a prova. A ansiedade tomou conta de mim e estava agitadíssima.
A sala das refeições do Hotel Adelaide estava repleta de atletas. No ar sentia-se a expectativa dos estreantes e a confiança dos repetentes. Este ambiente turbinou o meu receio. E se o pé não aguentasse o esforço? Sabia que as subidas não eram doces para o meu calcanhar e as dúvidas surgiram em catadupa. 
Durante os treinos, de quando em vez, ele dava sinal e o meu medo era mesmo ele não suportar o esforço nas subidas. 
Tentei não pensar nisso e, logo que possível, desci à Vila. A temperatura rondava os 2 graus. Muito frio!! O Angelo Vidal, mais uma vez, prontificou-se a acompanhar-me para não esmorecer e, no caso de recidiva, não estar só.
Ambiente atrás do pórtico
Quando chegámos à avenida já se sentia a agitação dos preparativos para as diferentes partidas. Os atletas chegavam de todo o lado. À medida que circulava ia encontrando alguns conhecidos, incluindo o Joaquim Costa, também de Amarante, que se aventurou na Maratona. O António Miranda, dos Lousada Runners, o Fernando Fernandes que tinhamos conhecido na véspera, na Ermida. O Ricardo e o Carlos dos Falta Muito? entre outras caras conhecidas...
António Miranda
Fernando Fernandes e Angelo Vidal
Deambulamos por ali e, de vez em quando dizia ao Angelo que só terminaria a prova bem perto das 3h. Achava que todos os presentes estavam preparados... menos eu!! Pois... o diabinho a apoderar-se de mim! Claro está que "levei logo nas orelhas". Libertei-me destes pensamentos e tentei absorver o máximo daquele calor e energia que emanava da cor dos equipamentos, do frenezim de reencontros, das gargalhadas nervosas mas felizes, dos rostos frios e ansiosos... Foi neste quadro que encontrei dois alunos meus que estavam a assistir. Uma injeção de alento. Não resisti e.. vamos à foto.
 sweet moment
Entretanto surge a contagem decrescente para a maratona, 13 km e 1º segmento estafeta dos 42 kms. 
Registei a partida!
Estava a chegar a nossa hora. Posicionados na direção inversa da maratona, tentamos descontrair um pouco, conversando com este e aquele, saltitando para espalhar o frio mas a ansiedade era brutal. No meio destas tentativas encontrei o Vitor Dias, coordenador geral do Correr Por Prazer. Mais uma troca de palavrinhas onde o tema era... corrida!
Vitor Dias
9h15m, arrancamos suavemente pela Vila abaixo e, nesse momento, todos os meus receios desvaneceram-se.
Rua abaixo por António Cabral
 O ambiente era estrondosamente magnífico! 
Os 2 km de descida serviram para um aquecimento antes de iniciar a imensa subida, rumo à aldeia da Ermida. Neste entretanto vejo o António Cabral de bicicleta a chamar por mim. Mas a bicicleta ficou enciumada e zás... atirou com o António ao chão. Felizmente, não se magoou... mas fiquei preocupada :/ 

Começa a ascenção.
Rua acima por Angelo Vidal
Como não fui para sofrer, alternei corrida com caminhada ligeira nas zonas que exigiam mais. O Angelo não parava de tirar fotos e orientar o meu esforço.
À medida que conquistava kms deixei de pensar em possiveis dores para  passar a absorver o explendor que me envolvia. Passei a correr com o coração. Sentir o Sol a aquecer o corpo, as cores de outono a pintar a alma e os parceiros de percurso a preencher o sorriso.
Com Claudia Pinto
Daniela Barbosa

Ao chegar à Ermida tive uma receção calorosa que me fez transbordar de alegria. Ouvi as vozes singelas de 2 alunos meus a dar "Força, professora Elisabete!" Arrepiei-me!!! Não resisti... e vamos à foto! Escutei-os mesmo quando já não me alcançavam à vista. Memorável!!
Outro sweet moment
Subir a calçada portuguesa dentro da aldeia foi outro ponto alto da prova. Magnifico!
Abastecimento com direito a fruta, marmelada, bolo, chá, isotónico, tostas... ingeri laranja, banana e um quadrado de marmelada. Ali já estavam agrupados alguns atletas. Seguimos mais ou menos juntos e orientamos as subidas entre corrida, caminhada ligeira, conversa e... fotografia.
Oupa, vamos lá subir um pouco mais!
Mas sabem o que mais me fascinou? Foi a paz transmitida por cada paisagem alcançada e da camaradagem que se viveu a cada metro percorrido. Não houve pressa em chegar. Houve vontade em sugar cada som, cada cheiro natural, cada raio de sol a aquecer a manta morta, a iluminar as folhas persistentes... tentar reter todo aquele encanto genuíno.

A Pedra Bela era já ali. Estavam conquistados os 600m de D+ e mais de 800m em ganho de elevação. As subidas tinham terminado!
Findou a subida!
Último abastecimento antes da derradeira descida até à meta. 
Assim que comecei a descer encontro outro aluno meu montado a cavalo. Não resisti a mais uma foto. Mais um alento a aquecer o coração.
e mais um sweet moment
6 kms a descer... siga! Olhei para o relógio e levava quase 2 horas de prova. Pormenor acessório naquele contexto. O Angelo estimou a chegada com 2h35m. Eu não pensei no assunto. Corri cuidadosamente para não estragar nada na parte final. Senti um gémeo cansadito. "Cuidado miúda, falta pouco e descer nem sempre é fácil!".
Embora atenta aos sinais do corpo, o coração não se desmarcava do painel de cores de outono. A sumptuosidade natural visualmente alcançada afagava cada passada e regulava o ritmo. Articulação espontanea entre o eu e a natureza! Sublime!
Vamos à descida!
Já se escutava o som do speaker e a música da meta. Faltava 1 km e já estava com saudades do monte e dos kms conquistados!
Cruzamo-nos com atletas que já tinham terminado e injetaram a última dose de motivação. 
A meta estava ali! Senti um arrepio enorme e uma alegria imensa! O público estava muito calado e pedi palmas. Corri com o coração a transbordar de felicidade! Consegui!!
Meta transposta e um sorriso imenso! Olhei para o relógio, 2h 27m. Fantástico para quem esperava chegar bem perto das 3h. ;)
Muito feliz!
Tempos à parte, foi, indiscutivelmente, a prova mais bela que algum dia participei. 
Foi um percurso difícil? Sim, foi, mas quando se corre com emoção e prazer tudo é mais fácil.  Como descrevo esta prova? Mesmo usando todos os adjetivos e estabelecer belas comparações não é possível descrever o que é correr no Gerês. É algo que vem de dentro e se desmancha num permanente sorriso!
Correr no Gerês é correr com o coração!

Quanto à organização: Excelente! Parabéns Carlos Sá!

Em 2016 cá estarei!



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Meia Maratona do Gerês - 1ª parte

Para descrever este fim de semana intenso no Gerês vou optar por separar em duas partes: a primeira é referente ao dia de sábado, e a segunda parte incidirá no dia da prova pois há muita coisinha para contar. 

O sábado começou magnífico e luminoso. A temperatura convidava a um passeio relaxante por um trilho de baixa dificuldade. Assim pensado assim feito. 
Raios de Sol... e eu!
Seguimos um caminho de terra batida que nos levou à Casa da Bela Vista. Daqui a vista para as pontes do Rio Caldo era fabulosa... aliás, qualquer vista de qualquer ponto do Gerês é sublime. Ida e volta ocupou-nos a manhã toda. 
 
Após o almoço fomos levantar os dorsais no Auditório do Centro de Animação Termal.
Na avenida já se fazia sentir a azáfama da organização. O Carlos Sá não parava um segundo e também carregava o que fosse necessário para agilizar o trabalho. 
Apresentação do programa no Miradouro da Ermida
Como tinha visto na programação do evento Gerês Marathon, na aldeia Comunitária da Ermida decorria uma visita muito tradicional. A concentração foi feita no Miradouro da Aldeia com direito a visita ao lagar tradicional de azeite. Consegui 2 minutos com o Carlos e, entre conversa e tal, vamos à fotografia.
Este homem está em todo lado!

Vamos ao azeite ?
O grupo não excedia as 40 pessoas, o que tornou o evento mais familiar e depressa se fizeram novos amigos, conhecidos e, de quando em vez, a conversa seguia para o que nos esperava no dia seguinte. Fomos dirigidos a uma prova de licores, chás e mel bem junto ao miradouro. Ai, que soube tão bem!!
Broa caseira... hummm! E o mel? Delícia!!!
Enquanto aguardavamos a chegada da rês de cabras, juntámo-nos à Familia Pires, provenientes de Vila Praia de Ancora. Momentos muito aprazíveis que a corrida tem a vantagem de originar.
Passou o cortejo de cabras e seguimos atrás delas.
Eram mais que muitas!
Neste manancial de caprinos cada um sabia o seu lugar de descanso. Não havia cá engano. Os cachorros não arredavam as patas enquanto não entrassem todas para a sua guarita.
Seguimos até ao largo de festejo. Lá já se sentia o calor da fogueira e o fervilhar da sopa nos potes de ferro.
Preparativos para o ataque!!
As brasas estavam a preparar-se para grelhar uma feverinhas. Mas antes de dar ao dente havia trabalho a fazer. Cortar os últimos pés de milho e virar desfolhada.
Cortar... para depois desfolhar!
Pois é, há anos que não o fazia e foi surreal este momento. Várias mãos não se fizeram rogadas e num ápice os cestos encheram-se de espigas.
Estavamos imparáveis
O frio já nos acompanhava e a sopa era bem vinda. Sopa do Pote... ohhh, ainda me está a saber bem.
Hora sagrada: Sopa do Pote!!!
Uma fêvera num pão e um pé de dança para aquecer encerramos a nossa presença na Ermida.
Dei por terminado o sábado após um belo crepe de frutos silvestres, na companhia da Família Pires. Família que ficou no coração.
Obrigada pelo carinho! :)
Foi um sábado que o posso definir como "acima de impecável" Tudo foi excelente. Para ser sublime só cá faltou mesmo o meu Rafael. 
Ambiente descontraido, novas amizades, muitas gargalhadas, aquisição de conhecimentos, partilha de experiências... e continuava por aqui adiante, mas ainda tenho a 2ª parte para escrever! ;)
Até já!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Recuperação por Terras de Bouro

    Volvido mais de um mês desde a última vez que por aqui escrevinhei, estou de volta!
   No último post as perspetivas de tratamento da minha lesão estavam condenadas, à partida, por falta de fisioterapia, aqui, por terras do Gerês.
   Bem, isso era o que, inicialmente, se supunha... mas há sempre soluções estratégicas e inesperadas quando há almas indulgentes e altruístas, prontas a auxiliar.
 Tratamento indicado, tratamento domiciliário iniciado! Foram 2 semanas de terapia meticulosamente cumprida...! 
Parceiro de tratamento
   Na terceira semana já pude iniciar os primeiros treinos em modo passeio, com a duração de 20 minutos. Nesta fase senti que reaprendia a correr. Como é estranho: 1 mês sem galgar kms e já parecemos uns caloiros do asfalto.
Os 250 metros mais planos da Vila do Gerês
   Com o desenrolar dos curtos mas eficazes treinos, fui sentindo menos tensão no calcanhar e a dor desapareceu. 
   Mas mazelas são mazelas, e, enquanto não ganhar novamente confiança, vou correndo a medo e paulatinamente. Ainda prevalece o receio de uma recaída e reincidência da lesão. Com o tempo a segurança dos passos regressa... e a forma também!
Objetivo: 21 km
   Tenho insistido em fazer os treinos de forma progressiva mas em terreno pouco linear - também não tenho outra solução!-... porque quero muito fazer a Meia Maratona do Gerês! Além de ter um significado especial para mim, o percurso é fantástico. Já tive a oportunidade de o fazer de carro e é algo único... e durinho. :) :)
Beleza natural: aldeia da Ermida. "Oupa!!" Subiiiiiir!
    Naturalmente que não estarei com uma preparação a 100%, mas a vontade de a fazer é tanta, que mesmo a gatinhar, hei-de chegar à meta. 
   A duração dos treinos está a aumentar. Por agora não dou importância aos kms que efetuo. A metodologia que adotarei na Meia do Gerês será adequada ao processo de recuperação que ainda me encontro. Deste modo será mesmo para gozar o  que o Gerês tem para nos dar em modo de prova de estrada, descontraidamente, máquina em punho, a "trepar" até à Ermida e continuar até à Pedra Bela! Upa! Upa! Depois é descer até ao ponto de partida. UFFF
  Enquanto o dia não chega, cá continuarei pelo Gerês, ora trabalhando, ora treinado, ora descansando, ora ( se o tempo ajudar) passeando, ;)
Passeando... ;)

                                                                                                     

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tendão de Aquiles - Resultados reticentes




Quem ler os relatórios, abaixo apresentados, dos exames preliminares feitos ao meu tendão, perceberá que a saúde deste já teve melhores dias. Rotura não há, mas há uma tendinose que tem de ser tratada com sessões de fisioterapia, se quiser voltar a correr. 
Recomendações: muito descanso e pouco esforço físico. Nada de forçar o rapaz. Caminhar sim, se não doer. :/

Até aqui tudo normal, não fosse o sorteio concursal do MEC me ter enviado para um dos locais mais bonitos do país dar aulas... mas que não tem onde fazer fisioterapia, a não ser em Vieira do Minho (20 km)
Atual estado: Solucionar a situação...




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Semana 4: Maratona adiada!




7 a 13 de setembro

Esta já vai com alguns dias de atraso, mas nunca é tarde para registar. 
Com esta missiva darei por terminada a epopeia dos registos semanais DESTINO 42. Quem me acompanha nesta crónica sabe que o cumprimento do plano previsto para a maratona não está a ser levado avante devido a um tendão de Aquiles "avariado".
Limitei-me a fazer 3 treinos de bicicleta estática de 40` a 45` na segunda, quarta e sexta.
No sábado foram uns bons 22 ou 23 kms de trilho pelos Picos (caminhar) e domingo mais 9 km mesmo ao lado do rio Cares. Confesso que no sábado o tendão refilou na parte final do percurso, mas nada que um bom bálsamo e uma massagem não resolvesse... temporariamente.
Se uma caminhada provoca incómodo, trabalhar para os 42 kms daria para trocar de nome ao tendão. Decidi levantar o lenço branco da rendição e adiei a maratona para 2016.
Enquanto isso espero os resultados da ressonância e da eco. Pois é, exames complementares porque o médico não gostou do local de onde provinha a dor... grande coincidência, eu não gosto há muito! Achei estranho o facto do ortopedista ter dito que podia correr, desde que não aumentasse a velocidade nem escolhesse pisos acidentados ou íngremes. Hummm, tarefa um pouco dificil de conseguir dado que vou trabalhar para o Gerês.
A verdade seja dita, não sou nenhuma lebre (talvez na próxima encarnação o seja) mas entre correr devagar devagarinho e não correr vou optar por... não correr. Acho uma contradição correr com um tendão consternado. Seguirei a minha intuição até saber o resultado dos exames.
Caminhar, bicicleta estática e mais umas manutenções serão a ementa principal. Assim o tendãozito não é massacrado com grandes impactos e vou dando movimento às canetas.

DESTINO 42 termina hoje, mas eu continuarei por cá a dar novidades.

Até breve e para quem treina para a maratona (ou para outra prova), bons treinos e nada de esmorecer.