terça-feira, 3 de maio de 2016

Trilho da Preguiça

Este trilho foi realizado no passado dia 25 de abril. Contudo, só hoje consegui um tempinho para escrevinhar um pouco sobre este magnífico percurso pedreste. Não me vou alongar. Julgo que o mais interessante é poder fazê-lo... descrevê-lo não chega aos calcanhares daquilo que se sente, presencialmente.
Desta vez coloco as fotos todas no final do post. 

Desta vez foi o Miguel, da GERÊSMONT quem nos guiou pelo trilho. 
Éramos cerca de 20 os que se aventuraram a encetar a caminhada, por volta das 10h da manhã, junto à Casa da Preguiça. Algumas destas pessoas já tinham feito o trilho dos Teixeiros, no dia anterior o que tornou este ainda mais empolgante.
O Miguel guiou-nos pelo trilho que iniciou com uma súbida com alguma inclinação. Ao longo de 1 km passámos de uma cota de 665 para 850 metros. Um excelente aquecimento e oxigenação dos pulmões. :) Parámos um pouco para que recuperação do fôlego e apreciar a explêndida vista. A ascenção foi deliciosamente exigente.
Ao longo desta subida, pudemos observar a diversidade de vegetação, as cores primaveris, sentir os cheiros naturais, escutar o som das aves e o regalo das quedas de água que iam surgindo.
Quando chegámos ao ponto mais alto do percurso deparámo-nos com o imponente pé de Cabril, a fazer frente à Enconta do Arnado. Nestas paragens aproveitava para dar duas de conversa com os companheiros do trilho do dia anterior. Lá expressávamos, efusivamente, as diferentes belezas e diferentes dificuldades, as comparações inevitáveis de dois portentosos trilhos. E sim, estavámos com aquele sorriso entusiasta e animoso. Efeitos transversais provocados pelo contacto com a natureza. :)

A descida não foi fácil, exigindo algum cuidado e preparação. Atravessámos a estrada nacional para continuar a descer até ao curral da Mijaceira. Daqui até à ponte sobre o rio do Gerês foi quase sempre em calçada à portuguesa. Passámos pelo Curral da Mijaceira e apeamos um pouco para um breve lanche. O murmúrio da água acompanhou-nos até á Cascata de Leonte. Fotos da praxe e fizemos o retorno que nos levou ao Ribeiro da Cantina e à Cascata da Laja.
Locais de encanto genuíno que nos transporta para um mundo à parte.
O Miguel teve sempre  cuidado de fazer paragens seletivas e oportunas para que as pessoas pudessem descansar um pouco, tirar umas fotos e, ele próprio, aproveitava para falar do meio e da história que nos envolvia no momento.
Palmilhamos os últimos metros numa súbida simpática até ao término do percurso. Ainda houve tempo para visitar o miradouro e visualizar o vale que beija a vila do Gerês e a incomparável Albufeira da Caniçada.

Um trilho magnifico, com um excelente guia a orientar, pessoas fantásticas a caminhar... e aconselho a fazê-lo, assim que o Gerês venham visitar. :D




Início do trilho



Casa da Preguiça

Paragem para conversa e descanso






Subidinha boa!
Pé de Cabril, lá ao fundo


Cascata de Leonte


Tão sossegadinho que estava



Vista do Miradouro




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Trilho dos Teixeiros

Não foi corrida... nem treino, mas posso dizer que foi uma suadela!! 

A finalizar o mês de abril a primavera resolveu aparecer! Bom tempo é sinónimo de sair de casa.
Às 7h de domingo (24/4) arranquei de Amarante rumo ao Campo do Gerês para participar num dos vários trilhos agendados no Plano Anual de Caminhadas Guiadas do Gerês.


O trilho dos Teixeiros teve a orientação do Fernando da Empresa de turismo de Montanha EQUICAMPO.

Após agrupar os cerca de 40 caminheiros, iniciou-se a descoberta de mais um percurso pela montanha. Um percurso de nível de dificuldade média por ter algumas partes que exigiam alguma técnica, nomeadamente nas descidas. 
Numa primeira paragem o Fernando foi-nos dando informações sobre a evolução sócio económica da aldeia do Campo do Gerês e aspetos relacionados com o comunitarismo.
Seguimos por um caminho empedrado, onde, em tempos idos, passavam carros de bois carregados de mato. Acima fomos encontrar a Fraga do Suadouro.

Esta fraga servia de relógio para os agricultores que estavam a trabalhar nos campos. Assim que o Sol enchesse o triangulo central, e ficasse sem sombra, iam almoçar. Também era local de prova de virilidade dos homens. Atravessavam a fraga de um lado ao outro sem cordas, para impressionar as moçoilas..
Histórias interessantes que nos fez viajar no tempo e imaginar a simplicidade, a exigência do trabalho na terra, a humanidade e a cultura comunitarista existente.
O caminho era agora um pouco acidentado. Todo o cuidado era pouco na colocação dos pés.
A descida levou-nos a uma subida cuidadosa até à encosta da fraga do Sarilhão. Uma vista fabulosa sobre o vale de Vilarinho das Furnas e a Serra Amarela.
Momento de pausa para as fotos, conversa e ingerir algo pois a fomeca já dava sinal.

Registos feitos, estômago aconchegado, chega o momento de descer. A descida exigia alguma atenção e cuidado. Chegamos a um estradão, em terra batida, dando por terminada a parte complicada do trilho. Este estradão é escolhido para passeios a cavalo ou bicicleta de montanha, podendo apreciar a beleza do Sarilhão  e a imponente Serra Amarela. 

Daqui ao local de chegada não era mais do que 1 Km, parte dele pela estrada que liga a Vilarinho das Furnas. Pelo caminho tivemos a inesperada companhia do BONO, o cão que já acompanhou Carlos Sá num dos seus enormes treinos.


Foi uma manhã de domingo formidável que permitiu conhecer mais uma pequena gota do imenso Gerês. 
As caminhadas guiadas por trilhos em montanha dão a possibilidade de, além de manter o corpo em movimento também a nossa mente desliga-se de tudo o que nos possa preocupar e ativa o modo bem estar. Aliado a isso são as pessoas que vamos conhecendo, partilhando experiências e fica sempre a possibilidade de as encontrar, algures, num trilho qualquer.
Um enorme bem haja às empresas que aderem a estas iniciativas e permitem aos visitantes deste Parque Natural poder usufruir do melhor que temos para conhecer... a natureza.

Algumas fotos:










quinta-feira, 31 de março de 2016

Calcorrear pelo Gerês

Sob um ponto de vista desprendido... o paraíso existe! O paraíso é um conceito que apresenta variáveis aos olhos de cada um. O paraíso de que falo é, naturalmente, o Gerês. 


Quando lá fiquei colocada um amigo disse-me que não podia ter obtido melhor colocação. Na altura achei que ele fumava umas ervinhas! Longe para caraças e distante do meu filho... mas pensei que ele estivesse a dizer para me encorajar. Poucos dias após lá estar, adaptar e sentir o que me rodeava... retirei a parte de "fumava umas ervinhas"!
 
Inicialmente corria em modo solitário e não arriscava muito, quer por receio quer  por desconhecimento. Quer dizer, cheguei a arriscar umas 2 ou 3 vezes...  Com o tempo fui conhecendo mais pessoas que corriam ou queriam correr e... junta-te a eles, rapariga!!!!
Com um pequeno grupo pude ir além dos percursos em asfalto. Alinhei em pequenos  trilhos sinuosamente belos e magnificamente intensos. 
Contornar a Albufeira da Caniçada foi o que mais adrenalina me injetou. 
 
 
 
Subir à Pedra Bela pelo trilho dos Currais a iniciar na Vila do Gerês foi outro expoente das minhas aventuras. 






 
 
Se correr é eletrizante, caminhar é relaxante. Surge o Festival Anual das Caminhadas. Não podia perder a oportunidade de participar em caminhadas guiadas imbuídas de histórias ancestrais. Trilhos de Sta Isabel  e Rebordochão foram os escolhidos entre os 5 existentes. Resumidos em palavra e meia: fabulástico!
 
 
 
 
 
 
 






Não vou alongar-me mais dado que as imagens falam por si. 
Com os dias na maioridade avizinham-se jornadas fantásticas. Possivelmente serão aqui retratadas, apresentadas e descritas.

Até breve!!