terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mafómedes e a vantagem de ser aprendiz



Mafómedes, a aldeia mais remota do distrito do Porto, pertence ao município de Baião e é considerada um pequeno paraíso à face da Terra, onde a natureza, no seu estado puro, é o seu cartão de visita.
Quando se fala em Mafómedes é impossível não lhe associar a Tasca do Valado.
Local simpático e acolhedor, alia a genuinidade do meio com a gastronomia portuguesa. Local aprazível e literalmente desligado do mundo (muito difícil conseguir rede).

E agora perguntam: Mas porque estás tu a falar de Mafómedes e a Tasca do Valado, se este teu blog é sobre corridas e afins? Bem, é nos afins onde está inserido o tema que hoje vos escrevo: Fotografia.
Elisabete, Fotografia? Mas por que carga de água vais tu falar de fotografia?
Decidi aprender algo mais sobre a imensidão desta arte. Como adquiri uma máquina ligeiramente superior  à pequena e compacta Canon, precisava  alargar os meus horizontes para descodificar a dita e fazer uns registos mais airosos e catitas.
Coincidências: falaram-me da Susana Luzir. Falei com a Susana Luzir. Fiquei a saber que daria um workshop de iniciação à fotografia, no final de janeiro, mas só havia uma vaga... só há esta, é para mim! :D
Muito poderia falar sobre a Susana Luzir. Mas não o vou fazer. Apenas vos digo que é uma pessoa que vale mesmo a pena conhecer e não esquecer.
Susana Luzir
 28 de janeiro. Dia do workshop. Estava entusiasmada com esse dia. Curiosa também. O ponto de encontro foi, precisamente, na Tasca do Valado. A única cara conhecida, do grupo, foi o Pedro Marinho. Feitas as apresentações de cada participante, conclui que estávamos todos no mesmo pé de igualdade: não percebíamos coisa nenhuma de fotografia.
Analisar e aplicar

"artilharia"
Orientações e verificações
A manhã foi passada entre teoria sobre conceitos básicos de fotografia e um passeio pela aldeia. Embora estivesse um dia solarengo, o vento gelado tornou-se um alvo a contornar.








Fotografámos a saída das cabras para o pasto. Elas, todas lampeiras e airosas posavam para as máquinas. Estranharam mas, depois, entranharam.
airosas

Vaidosas
Lampeiras
De volta à Tasca, a Susana continuou mais uma sessão explicativa de procedimentos essenciais que fazem toda a diferença no ato de disparar. Experimenta aqui, analisa ali, verifica acolá e andávamos nós assim à volta das máquinas e objetos como cobaias.

Teste

Outro teste
Hora de almoço. Para quem conhece a Tasca do Valado não vou alargar-me sobre a qualidade  gastronómica... para quem não conhece, visitem que não se arrependerão!
Após o belo repasto o grupo seguiu, em jipes, para a Sra da Serra, o ponto mais alto da Serra do Marão. Aula prática para exercitar o que nos tinha sido explicado até então. Juntei-me ao Valter Alves e à  Marlene Pereira. Apercebi-me que se enquadravam bem no meu grupo de modelos fotográficos. Entre peripécias e brincadeiras, saíram algumas fotos que cumpriram com os objetivos pretendidos. A Susana foi incansável na verificação individual das imagens obtidas.
Marlene apanhada

timidez solar

neve ou gelo?

banho de piscina
O entusiasmo com que olhávamos para as nossas máquinas, após cada disparo, visualizar os feitos  conseguidos e mostrar ao colega mais próximo as nossas pequenas obras de arte, comprovou que foi um dia muito instrutivo e enriquecedor ao ponto de dizer " Wow, afinal consigo fazer isto!!!"
Euzinha, Valter e Marlene
Sem dúvida que com pouco se faz muito. Um dia na aldeia, num descontraído e aprazível workshop, sentir o cheiro a monte, respirar serra e conhecer pessoas fantásticas... é uma das receitas de ser feliz.
Quanto ao que aprendi... agora é colocar em prática. Continuo na tentativa e erro, mas de forma mais refinada! :)

OBS: Susana e Ricardo Rocha, um imenso obrigada pelo excelente domingo que me proporcionaram. Em breve regressarei a esse paraíso.
Valter e Marlene, obrigada pelos agradáveis momentos e pelas gargalhadas dadas. (Pena não ter conseguido pegar em mais neve para o batismo do Valter.)


domingo, 21 de janeiro de 2018

A rapariga que quer correr...


A zona lesionada
Três meses e quinze dias distam entre o último dia em que corri até ao dia de ontem (20/01), dia de tentar regressar aos treininhos. Sim, leram bem, foi uma tentativa, dado que, em determinados movimentos quotidianos ainda sinto um incómodo na zona lombar (lado direito) que vai impedir que treine tão cedo.

Retrocedendo um pouco nos acontecimentos. Em outubro passado fiz uma ressonância magnética à zona lombar para descobrir a proveniência da dor que me acometeu nos últimos treinos que tinha feito. O resultado clínico é este: 

Pelo que o médico resumiu, correr estava fora de questão até tratar esta lesão. Segui para fisiatria. Após análise foram-me prescritas 20 sessões de fisioterapia (comparticipadas). Quando as iniciei comecei logo a revirar os olhos. Um fisioterapeuta para 4/5 pessoas??? Como é possível? Bem, é possível, mas o certo é que durante as 20 sessões foi mais do mesmo (TNS, magnetos, ultra sons e ginásio) mãozinhas, que era bom e provavelmente mais eficaz, nem vê-las. Poucas melhorias senti. Terminei as sessões com uma sensação de tempo perdido. Não passei de um número e a qualidade de tratamento e profissionalismo foi pior que as temperaturas do inverno na Sibéria.
Voltei a falar com a Fisioterapeuta que me tem acompanhado. Admirou-se por nem sequer terem feito um tratamento de massagem. Pois, nem um em 20. Recomecei a fazer tratamento com ela. Para terem uma ideia, no fim da 1ª sessão, deixei de ter dores na zona da virilha, pois era uma mazela que também me perseguia. A 2ª sessão incidiu mais na zona lombar, mais precisamente na lesão assinalada a vermelho no relatório. Essa zona, (L5-S1) entre a 5ª vértebra e  a sacro (a articulação sacro-ilíaca é a maior articulação do corpo humano e faz a conexão entre a base da coluna vertebral (osso sacro) e os ossos da bacia (ilíacos)) é a que me tem dado mais problemas. 
Para verificar o seu estado, e com indicação da Fisioterapeuta, fui fazer um treino breve e leve.

Ontem (20 de janeiro), 10.30h, nevoeiro, temperaturas a rondar os 5 graus, equipei-me e escolhi um trajeto tranquilo e plano. Estava verdadeiramente emocionada por voltar a correr. Senti aquele formigueiro típico da ansiedade, mas, em simultâneo, de alegria.
Após um bom aquecimento de 10 minutos, comecei a correr. A sensação foi deliciosa. As pernas responderam muito bem. A respiração estava coordenada. Pensei fazer 30 minutos bem calminhos. Quando cheguei aos 15 minutos comecei a sentir tensão na zona lesionada. tentei correr sem me defender e mais devagar. Aos 20 minutos a dor aumentou e caminhei uns 100 m. Retomei a corrida mas a dor veio mais forte e irradiou para o grande glúteo.  Parei ao fim de 24 minutos de treino. Acreditem ou não, tive vontade de chorar. Mas em nada ajudava. Regressei a casa e e fiz uns bons 15 minutos de alongamentos. Não senti mais dores. Contudo, o problema está lá e necessita de continuar a ser tratado.  
Resumidamente, participação em provas, não é para tão cedo. Ou então treino de andarilho. Todavia, arranjarei sempre forma de estar em algumas como espetadora. :)



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Maratona do Gerês: referências e retratos!


quadro

Pareço um disco riscado, a falar maioritariamente do mesmo local, mas o Gerês é aquele meu cantinho de eleição, que me eleva a alma, que me apraz o coração e que me brinda com uma força energizante.
De que falo eu, afinal? Maratona do Gerês. Não, não fui correr (estou privada de o fazer há dois meses e assim será por tempo indeterminado). 2 de dezembro, fui a convite de um grande amigo fotógrafo, Jorge Ferreira, que conheci, precisamente, nessa mesma prova, há um ano atrás. Um Jorge que me fez repetir um pulo na chegada à meta, completamente esgotada, só para que o registo ficasse perfeito. 

O salto memorial


Naturalmente fanático pela fotografia, sugeriu-me a aquisição de uma "pequena" maravilha para que fosse aperfeiçoando a minha mania de disparar, aqui e ali, umas imagens, espelhos, expressões, perpetivas e panoramas. Assim, equipada e artilhada segui para o melhor local para umas dicas de fotografia: Gerês, obviamente.!
Não se nota mas estava frio! :D
Com uma temperatura a tanger o negativo, às 8h da manhã já pela vila deambulávamos. A cada passo dado encontrava alguém conhecido. Dei por mim a recordar a ansiedade, a dúvida, o receio e o nervosismo sentidos um ano antes e comparei com o que senti este ano. Satisfação, entusiasmo, energia e empolgação ficaram nos registos do passado dia 2. Mais animada ficava sempre que reencontrava pessoas amigas e que me dizem imenso.
Encontrar a Ana Paula Costa...

.. e o Manuel Sá

.. o meu ex-aluno Pedro Gonçalves

A exuberante Rosinha Capela

... António Oliveira e Vitor Silva

... a Olga Martins

... o grande Jorge Lobo e Luís Carvalhido

Um carinho enorme. Jorge Lobo

Com conversas e disparos, estava a chegar a hora de registar a partida das diferentes provas (13 kms, meia maratona, maratona e maratona por estafetas).
Juntei-me ao Jorge após retratar estas passagens e delineamos a próxima estratégia de ação. Acompanhar a meia maratona. Subir até à Pedra Bela, descer à vila e apanhar os atletas da maratona nas Curvas de S. Bento.
Se bem o pensámos, melhor o fizemos. Não resisti a sentar-me na janela do carro e tentar registar o máximo possível os atletas. Um "desenho" que lamento não ter um registo para apresentar de como ia eu ali guindada.
A subida até à Ermida não é fácil. Tentei dar alento... à minha maneira ( é melhor não referir o que me saía da boca :D ). Estava um frio que nem é bom lembrar. Quem corria aquecia, mas eu, ali sentada, à janela, quase "congelava o rabo". Pronto, e isto foi motivo de risota para quem me ouviu a "queixar". Podia sentar-me no banco, sossegadinha, e ver a "banda" passar... mas não conseguia. Queria que sentissem que os acompanhava e apoiava. Que, bem ou menos bem, a lembrança daquele momento épico estaria ali. 
O Jorge não tinha mãos a medir; ora atento à condução, ora a dar-me diretrizes técnicas de fotografia, ou a rir-se das minhas maluqueiras e ainda a fotografar. Oh canseira que se meteu!
Quando chegámos à vila, cortámos caminho em direção às curvas de S. Bento. Bateu uma saudade daqueles caminhos que tantas vezes percorri a correr... adiante
Os protagonistas da "emboscada" fotográfica, por Luís Carvalhido

Encontrámos um local onde conseguiríamos um bom enquadramento dos atletas, em qualquer colocação que estivéssemos. A dada altura lembrei-me de me deitar no chão para que os atletas tivessem como pano de fundo o azul do céu. (exemplos)



Mas, até esta minha decisão foi motivo de diversão para os fotógrafos, atletas e por quem passava de carro. Todavia, assim já não me podia queixar do frio. O Sol aqueceu o que de manhã estava quase congelado. :D :D
"ilustrações"

perspetivas

Não tenho bem a noção do tempo que ali estivemos. Talvez umas três horas. Aliás, estaríamos ali até as minhas baterias (da máquina, ressalve-se) terminassem. Terminaram e ainda tive o privilégio de fotografar com um dos "canhões" artilhados, de quase 20 quilos, do Jorge (diga-se, máquina). É no que dá acompanhar um pró. :)
Com o espaçamento dos atletas decidimos descer à vila, comer a sopa do pote (tão boa que estava) e preparar a viagem de regresso a casa. 


Boa sopinha
 Acreditem ou não, estava cansadita mas muito feliz. 
Foi um dia intenso, com as emoções ao rubro. Um dia de incentivo, aprendizagens, diversão, convívio e muita energia positiva. 
A ti, Jorge Ferreira, um enorme agradecimento pelo convite, pelo excelente dia que me proporcionaste e pelos ensinamentos que me foste transferindo. Aguardo agendamento da próxima "aula" (evento). :D
A todos os atletas fotografados e presentes nas diversas provas, muitos parabéns. Próximo ano há mais e espero lá estar... em qualquer circunstância, porque o Gerês está-me no coração.






sábado, 14 de outubro de 2017

Pedacinhos de mim... no Gerês!

Debruçando-me sobre o outono!
Quem me conhece e acompanha sabe a paixão que tenho pelo Gerês. É um tal fascínio que, meio ano sem lá ir, tange a eternidade.
Necessitava de me entranhar naquela mata e respirar natureza. Carecia de escutar o nada no alto da serra. Precisava sentir a energia que me transmite e alenta. Era emergente lá ir... e fui!
Sábado, meio da manhã, com a temperatura a lembrar o Verão, a Vila do Gerês estava movimentadíssima. Mas não era a Vila que mais me interessava. 
A primeira visita obrigatória foi ao cantinho que me acolheu: Hotel Adelaide. A magnífica  remodelação que sofreu e "está de tirar o fôlego" não apagaram as imensas e eternas recordações que dali tenho. Reencontrar, cumprimentar e abraçar quem sempre me tratou como se da família fosse, foi singular.
Ao aproximar-se as 12h, a opção natural foi almoçar ali. Um delicioso cozido à portuguesa (não deu tempo de registar) forneceu energia para a frenética tarde que se avizinhava. 
Estava entusiasmadíssima! Iria ser "guia". Iria percorrer os cantinhos que adoro, matar saudades, avivar recordações e, simultaneamente, mostrar e apresentar numa magnífica tarde de verão outonal... aliás, verão mesmo, mas em outubro. Vocês entenderam!
O primeiro local de paragem foi o miradouro do Mirante. A caminho das curvas de S. Bento, aquele miradouro é extremamente emblemático, com umas vistas fantásticas sobre a Albufeira da Caniçada, a Vila do Gerês e Vilar da Veiga. 
Do Mirante Velho
O caminho fez-se pelas curvas de S. Bento e mais uma paragem...
Nem tudo o vento levou!
O destino seguinte foi o miradouro da Boneca. Um pequeno trilho que se faz com alguma brevidade e permite apreciar a serenidade e o silêncio da serra descampada. O caminho é acessível e de baixa dificuldade. Este miradouro é igualmente muito concorrido e apreciado pela esplêndida paisagem que exibe.
Fonte da Boneca... seca

Caminho bem trilhado.

Vista do miradouro da Boneca

Outra vista do miradouro da Boneca
No regresso não podia esquecer o abrigo dos pastores, as árvores a saírem das pedras e os caprinos numa busca desenfreada por um pasto quimérico. Esta visão despe-nos da civilização e reporta-nos para a imaginável Era das comunidades recoletoras.


Abrigo dos pastores

Debaixo de um calor imenso, a viagem prosseguiu em direção ao Campo do Gerês. Uma breve passagem pela barragem de Vilarinho das Furnas. O fumo proveniente do incêndio que deflagrava em Rio Caldo, não permitiu fazer registos fotográficos. 
A mata da Albergaria chamava-me. Embrenhamo-nos no caminho de terra que liga o Campo à Mata. Queria ver as cores de outono... mas com as temperaturas altas as folhas estavam reticentes em perder a clorofila e ganhar os carotenos. O quadro outonal estava incompleto. Faltavam na paleta os castanhos, amarelos e vermelhos intensos.



Natureza animal, natural... e maternal


Paramos junto à Casa da Albergaria e à ponte de madeira por onde passa o trilho da Geira.
Passar e estar ali é transcendente. Há uma energia oculta naquele ecossistema que me deixa extasiada e eufórica. E explicar isto??




Da mata para a Portela do Homem. Havia pessoas a banharem-se na cascata de S. Miguel, apesar do seu curso de água ser diminuto. Muito movimento e confusão na estreita estrada que liga à fronteira.




O tempo urgia. Entramos numa pequena parte do trilho da Geira Romana que nos levou ao coração da Mata até à Ponte de S. Miguel, sobre o rio Homem.
Senti saudade do som da água a galgar as pedras do rio e a estatelar-se na pedra seguinte. Aquele sonido que entrava no ouvido como uma melodia... desapareceu. Compensou aquela vegetação imensa que nos guiou à ponte. Ali era visível as pedras nuas e secas. A água existente estava parada e triste. Mesmo fria sentia-a quente.



O retorno ao carro foi célere. Havia ainda a Pedra Bela a apresentar.  A curta viagem foi para apreciar a beleza peculiar da mata e daquele verde que teimava em resistir.

Ao chegarmos ao miradouro da Pedra Bela, em nada me admirou a movimentação de pessoas. É o miradouro mais simbólico e figurativo do Gerês. Muito concorrido e procurado pela excelente paisagem sobre a Vila do Gerês e a Albufeira da Caniçada.

O miradouro da Pedra Bela tem tanto de belo como de assustador mas é de visita obrigatória.
Uma curiosidade: Qual é a probabilidade de te ofereceres a tirar uma foto a um casal e seus rebentos, num miradouro na serra, e escutares: " Desculpe, mas você não é a professora Elisabete, que já aqui deu aulas? Não me está a reconhecer com os óculos?". Pois uma remota probabilidade. Mas aconteceu comigo. Coincidentemente tirei a foto ao Eric Carvalho, Atleta da Ermida Team, quem tive o prazer de conhecer aquando de uma sessão de fotos para divulgar a MMA no Gerês. Curiosidades!

Com jantar marcado para as 19h, era hora de regressar à vila. A tarde tinha decorrido como determinei e visitamos os espaços que pretendia. Muito feliz!!
Raras mas apareceram


Tinha chegado a hora de relaxar, após um aprazível passeio.
O restaurante que marcaram para o jantar era perto do hotel, então o percurso foi feito a pé. A Manuela e a Beatriz foram as primeiras a chegar. Seguiu-se a Irene e a pequena Raquel. Já estávamos nas entradas, quando chegou a Sara com a Carol e a Joana. Um agradável e soberbo jantar onde pudemos colocar alguns assuntos em dia e matar as saudades das pequenas.
Isto é... carinho!
São estes pequenos momentos que nos enche o coração e nos relembra a parte maravilhosa da minha profissão. Manuela, Sara e Irene, obrigada por serem quem são e por me terem guardado no coração!
Isto é... amizade!
 O Domingo acordou quente e convidativo para mais um passeio. Desta vez o destino foi a aldeia da Ermida. Adoro aquela aldeia e tudo o que a envolve. Uma aldeia rural mas organizada com uma população muito jovem.
Pelo miradouro da Ermida

Jovens no treino
Tive a oportunidade de cumprimentar a Olga Martins. Um reencontro muito agradável com direito a visita guiada pelos aposentos da Casa Baranda. Um cantinho aprazível e confortável.
A ronda pela Ermida tinha de passar pelo miradouro. Seguiu-se a visita à Fecha de Barjas. Umas cascatas imensamente conhecidas mas extremamente perigosas. Todos os anos são inúmeros visitantes que sofrem acidentes, alguns deles  graves, por falta de cuidado e desrespeito pelos  alertas indicados.
A Fecha vai pobre... mas bela!

Fragas acidentadas e escorregadias





Segura-te... ainda vais à água!
Mais uma vez a água era escassa e a beleza da cascata estava resumida à sua localização e à sua particularidade de ladeiras acentuadas e agrestes.
A aventura prosseguiu. Após uma breve passagem pela Cachoeira...






Paramos na Marina de Rio Caldo e ficou este registo:
Vista sobre Vilar da Veiga
Em Vieira realizava-se a Feira da Ladra. "Bora" lá dar uma volta e dar inicio ao estudo  das últimas tendências da moda contrafeita... :P
Durante estas voltas combinei com o sr. Jorge Lobo e a sua Rosinha encontrar-nos ali, em plena feira, mesmo em frente aos grandes palcos (calma, a nossa atuação não foi naquele dia). O tempo era pouco para o muito que havia a partilhar. Os temas sucediam-se e as risadas foram uma constante. Rosinha, tantas histórias daquele ano que partilhamos na mesma escola! Sr. Jorge, tantos kms feitos e partilhados em trilhos, até então, desconhecidos por mim! Deliciosos momentos!
Estes reencontros são únicos e fantásticos. Reforçam os laços de empatia e carinho que se criaram e que o tempo alicerça.
Ladeada pela Rosinha Capela e o Sr. Jorge Lobo!

E está aqui descrita a minha incursão pelo Gerês, durante este fim de semana. Quando lá vou, tendo descrever,o mais fiel possível, o que me vai na alma, mas fico com a estranha impressão de que todas as palavras que expresse nunca chegam a definir, rigorosamente o que sinto...
Divagações à parte, foi um fim de semana que deu para saldar uma pequena percentagem das saudades que nutria por aquele cantinho. Reencontrar amigos, deambular pela natureza, empoeirar-me de energia, ofegar adrenalina, sorrir entusiasmo e respirar alento é, simplesmente, metafísico... no Gerês!!
Respirar alento

Sorrir entusiasmo

Ofegar adrenalina

J.C., um gigantesco obrigada! Permitiste que pudesse partilhar estes pedacinhos de beleza natural e matasse saudade de todos eles. Obrigada por aturares meus devaneios eufóricos... mas sadios. :)

Gerês, em breve regresso!